O prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), foi afastado do cargo após uma operação da Polícia Federal deflagrada na manhã desta terça-feira (14). A ação investiga um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e a possível ligação de agentes políticos com a facção criminosa Comando Vermelho.
A medida de afastamento foi determinada pela Justiça e ocorre dois dias após as eleições suplementares realizadas no último domingo (12), quando Edvaldo Neto foi eleito para o cargo. Ele ocupava a prefeitura de forma interina desde 2025, após a cassação do então prefeito André Coutinho (Avante), também investigado por suspeita de vínculo com organização criminosa.
De acordo com as investigações, um consórcio envolvendo políticos da alta cúpula do município, empresários e integrantes da facção “Tropa do Amigão”, ligada ao “Comando Vermelho”, pode ter movimentado até R$ 270 milhões em contratos fraudulentos.
Ao todo, foram cumpridos 21 mandados de busca e apreensão. Um dos alvos foi um apartamento de Edvaldo Neto, localizado no bairro de Intermares. Até o momento, a Polícia Federal não detalhou os materiais apreendidos durante as diligências.
Além do prefeito, outros servidores públicos também foram afastados por decisão judicial, com o objetivo de preservar o andamento das investigações e evitar a continuidade de eventuais irregularidades. Os nomes dos demais envolvidos não foram divulgados.
Em nota, a defesa de Edvaldo Neto afirmou que o afastamento é uma medida “de natureza provisória” e não representa um juízo definitivo de culpa. Os advogados também negaram qualquer vínculo do prefeito com facções criminosas, classificando a acusação como “absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública”.
A operação é conduzida em força-tarefa entre a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba, por meio do Gaeco, e a Controladoria-Geral da União.