O GP1 obteve acesso ao depoimento do advogado Franklin Freire de Aquino Bezerra , preso temporariamente suspeito de participação na morte do empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira , primo de Fernandin OIG , ocorrida no último dia 20 de junho no município de Petrolina, sertão pernambucano. A prisão ocorreu na última quinta-feira (26), pela Polícia Civil do Pernambuco.

No depoimento, Franklin Freire informou que na noite do dia 19 de junho de 2025, estava no São João do Vale e que na madrugada do dia 20 de junho de 2025 se dirigiu até o Bar do Virote para comer após a festa, acompanhado de duas outras pessoas em uma Hilux SW4. Ao chegarem ao local, os ocupantes do veículo abriram o porta-malas para ouvir som e cerca de 30 a 40 minutos depois, outra Hilux SW4 estacionou ao lado do veículo conduzido pelo advogado.

Foto: Reprodução
Erlan Oliveira

Nesse momento, José Lima Ferreira Júnior, mais conhecido como Júnior da D-20, desembarcou do referido veículo e se sentou em uma mesa com um casal na mesa. Pouco depois, Franklin Freire afirmou que percebeu uma confusão a cerca de 80 metros de onde estava, momento em que um homem sem camisa, porte físico grande e forte, teria desferido um soco em uma pessoa [Erlan Oliveira] que estava de camisa preta e que em razão desse soco, teria caído ao solo, tendo permanecido por um tempo.

Advogado negou participação nas agressões a Erlan Oliveira

Ainda em depoimento, Franklin Freire relatou que em meio a confusão se dirigiu até a lateral de seu veículo para urinar, momento em que visualizou Erlan abrindo a porta do passageiro do seu veículo, como se fosse pegar algo de dentro do veículo, mas saiu e, logo em seguida, fechou a tampa do porta-malas de forma abrupta e se dirigiu para o banco do motorista de forma rápida.

Nesse momento, Franklin Freire relatou ter corrido em direção a Erlan para tentar desligar o carro e pegar a chave, pois ficou com medo que Erlan pudesse dar a ré e atropelar as pessoas que estavam atrás do veículo. Ele afirmou ter pedido para ele sair do carro, pois estava bastante alterado e apresentava um corte no rosto, com sangramento e vários hematomas. Depois disso, Franklin afirmou ter encontrado a chave do carro e se distanciou, para garantir que o veículo não fosse acionado, mas momentos depois Erlan o segurou pelo braço e Franklin conseguiu se desvencilhar. Em ato contínuo, Franklin relatou que se dirigiu para seu veículo, momento em que teve início uma nova confusão no local, envolvendo a vítima, que caiu no chão.

Foto: Reprodução/Instagram
Empresário piauiense Erlan Oliveira morreu após agressões em Petrolina (PE)

Indagado pela autoridade policial se participou das agressões, o advogado Franklin Freire afirmou reiteradamente não ter praticado qualquer tipo de agressão contra a vítima e que os únicos contatos que teve com Erlan foram quando segurou a marcha do veículo e quando estava entre os carros, no momento em que a vítima estava em pé e segurava o seu braço.

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Advogado alega não ter visto quem agrediu Erlan Oliveira

Indagado se saberia informar quem participou das agressões a Erlan Olveira, Franklin Freire destacou que como havia muita gente na frente não viu ninguém chutando, dando socos ou pisando na vítima.

Confira abaixo o depoimento na íntegra ou clique aqui

Audiência de custódia

Durante audiência de custódia, o juiz Felippe Lothar Brenner manteve a prisão temporária e ressaltou que diante da inexistência de Cadeia Pública apta a receber Franklin no local da prisão, determinou, por ora, que ele fosse mantido na Penitenciária Dr. Edvaldo Gomes (PDEG), em cela apropriada, que garanta a preservação da sua integridade física e psicológica.

Além disso, deverão ser fornecidos ao custodiado os medicamentos de uso contínuo que serão levados à PDEG pela pessoa por ele indicada.

Entenda o caso

O empresário piauiense Erlan Ribeiro Lima Oliveira estava em uma festa de São João em Petrolina, no dia 20 de junho, quando se dirigiu até um bar, localizado na Avenida Sete de Setembro. Ao chegar ao estabelecimento Bar do Virote, ele entrou em outro carro que estava com um "paredão de som" ligado.

De acordo com a Polícia Civil, Erlan Oliveira desligou o aparelho, motivando a reação dos ocupantes do carro, que o removeram do veículo e passaram a agredi-lo. Após as agressões, ele foi socorrido e encaminhado a um hospital em Petrolina. Em seguida, o empresário foi transferido para o Piauí em uma UTI aérea, mas teve morte cerebral.

Acusados de participação tiveram as prisões decretadas

Após representação da prisão temporária pela Polícia Civil de Pernambuco, quatro investigados, identificados como João Ítalo Barbosa da Silva, Vitória Maria de Carvalho, Laiza Guimarães Coelho e Franklin Freire de Aquino Bezerra foram localizados e presos. Somente José Lima Ferreira Júnior, mais conhecido como Júnior da D-20, é considerado foragido da Justiça.

As investigações da 25ª Delegacia de Homicídios culminaram na deflagração da Operação Fúria Cega, que permitiu à Polícia Civil de Pernambuco identificar os cinco acusados de envolvimento direto nas agressões ao empresário, que estava em uma festa no Bar do Virote, em Petrolina, no sertão pernambucano, quando foi vítima do homicídio.