Na manhã desta terça-feira (14), o Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR) deflagrou a Operação Gabinete de Ouro, que investiga um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro dentro da Prefeitura de Teresina na gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa. Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão na capital piauiense.

Conforme apuração do GP1 , foram presos Suelene Pessoa , conhecida como Sol Pessoa — sobrinha do ex-prefeito Dr. Pessoa —, Marcus Almeida de Moura , Mauro José de Sousa e Rafael Thiago Teixeira Ferreira . Eles são apontados pela Polícia Civil como integrantes de um grupo que teria se beneficiado de um esquema de desvio de recursos públicos e cobrança de propinas dentro da administração municipal.

Foto: Lucas Dias/GP1/Reprodução
Sol Pessoa, Marcus Almeida, Mauro José e Rafael Thiago Teixeira

Forum cumpridos mandados ainda na Associação Beneficente a Favor da Vida e da Esperança, presidida por Sol Pessoa, e na empresa MM Transportes, empresa de propriedade de Marcus Almeida.

A apuração teve início a partir de uma denúncia anônima, que trouxe à polícia um dossiê detalhando o funcionamento do esquema de “rachadinhas” e outras práticas ilícitas.

O documento aponta que uma pessoa concentrava amplos poderes na gestão municipal, exigindo metade do salário de centenas de trabalhadores terceirizados. O grupo contava ainda com o apoio de um empresário e ex-servidor público, descrito no dossiê como o “magnata dos terceirizados”, acusado de operar as transações financeiras e intermediar o pagamento de propinas.

Rachadinhas

Uma denúncia apontou a concentração de plenos poderes nas mãos de uma pessoa, que chefiava o gabinete da administração municipal e detinha total controle sobre contratações e pagamentos de terceirizados, exigindo metade do salário de centenas de trabalhadores, no famoso esquema de rachadinha.

Sem anúncio no momento

Essa pessoa contava com total apoio de um empresário e ex-servidor público, acusado de operar esse esquema. No dossiê enviado à polícia, ele é chamado de “magnata dos terceirizados”.