A perícia realizada após a exumação do corpo do músico Carlos Henrique de Araújo Rocha , ocorrida no último dia 17 de outubro de 2025, confirmou que a morte do artista ocorreu por politraumatismo decorrente do acidente de trânsito registrado em 31 de maio de 2024, na zona leste de Teresina. O caso voltou à tona, depois que familiares do artista, que acompanharam o procedimento, levantaram a hipótese de que ele pudesse ter sido atingido por disparo de arma de fogo durante a perseguição policial.

Em função de a exumação ter sido realizada 1 ano, 4 meses e 17 dias após o óbito, o corpo já se encontrava em estado avançado de decomposição, em estágio de esqueletização, o que demandou uma análise detalhada pelo Instituto Médico Legal (IML).

Foto: Brunno Suênio/ GP1
Corpo sendo exumado

Segundo o laudo, os peritos encontraram lesões ósseas em várias partes do corpo, incluindo a região frontal direita, os hemitórax direito e esquerdo, os hipocôndrios direito e esquerdo, além do pé direito.

Com base nessas evidências, a nova perícia concluiu que a morte foi causada por lesões cerebrais, torácicas, abdominais e no pé direito, todas produzidas por instrumento de ação contundente, compatíveis com o impacto do acidente. O conjunto dos ferimentos levou a um quadro de politraumatismo, resultando em choque hipovolêmico (hemorragia) devido à perda intensa de sangue e à destruição de tecidos.

Foto: Reprodução/ Instagram
Carlos Henrique, de 24 anos

A perícia, portanto, não identificou elementos que indiquem perfuração por projétil de arma de fogo.

Durante o exame, foram coletadas amostras para análises complementares, como a parte da calota craniana e o quinto dedo do pé direito. Os materiais foram embalados em sacos de vestígios e permanecem custodiados no Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina.

Sem anúncio no momento