O Ministério Público do Estado do Piauí (MPPI) obteve a condenação de dois réus por homicídios qualificados ocorridos nos municípios de Cajueiro da Praia e região, em julgamentos realizados nos dias 18 e 19 de novembro de 2025. As sentenças foram proferidas após atuações do promotor de Justiça Yan Walter Carvalho Cavalcante , titular da Promotoria de Luís Correia.
No dia 18 de novembro, Francisco das Chagas Martins Almeida foi condenado pela morte de Raimundo Nonato Almeida, crime ocorrido em outubro de 2022 no povoado Carpina, zona rural de Cajueiro da Praia. Ele também foi responsabilizado pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. Segundo a denúncia, o homicídio foi motivado por desavenças familiares relacionadas à posse de um imóvel, precedidas por ameaças recorrentes do acusado contra a vítima e outros parentes.
Conforme os autos, Raimundo Nonato, de 73 anos, foi atingido por um disparo de arma de fogo enquanto fazia a barba na varanda de casa, sem possibilidade de defesa. O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo fútil e de recurso que dificultou a defesa da vítima, resultando em uma pena de 35 anos de reclusão em regime inicial fechado, além de 50 dias-multa, cada um no valor de 1/30 do salário mínimo vigente à época.
No dia seguinte, 19 de novembro, ocorreu o julgamento de Erick Wendell de Sousa Lima, acusado de executar Carlos Renan Queiroz da Silva em outubro de 2023, dentro de uma barbearia em Cajueiro da Praia. As investigações apontam que o crime foi praticado por retaliação da facção criminosa à qual o réu era vinculado, em razão de pequenos furtos cometidos pela vítima, supostamente em desacordo com normas internas da organização.
Carlos Renan foi surpreendido pelos disparos enquanto estava sentado na barbearia. O Conselho de Sentença reconheceu as mesmas qualificadoras, motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima, fixando a pena em 28 anos de reclusão, também em regime inicial fechado.