Na manhã desta quarta-feira (5), o prefeito de Teresina, Sílvio Mendes , comentou a Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí, que teve com um dos alvos o seu ex-secretário de Articulação Institucional, Victor Linhares (Progressistas). A ação contra atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que desbaratou um grande esquema criminoso envolvendo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e postos de combustíveis da Rede HD no estado. Durante a operação, 31 postos da Rede HD foram interditados no Piauí.
Em conversa com a imprensa, o prefeito afirmou que não vai “atirar pedras” e que, caso Victor seja realmente culpado, deve responder por seus atos. “Cada um escolhe o seu jeito de viver, cada um tem o seu conceito, mas eu não posso jogar pedra. É preciso saber o que tem de verdade. Naturalmente, fazer Justiça.”
Silvio Mendes disse ainda esperar que o envolvimento do ex-secretário seja apenas um engano. “Ser injusto é muito ruim. Eu espero que não seja verdade, mas, se for, que cada um pague a sua conta.”
Operação Carbono Oculto 86
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, deflagrou, nessa terça-feira (4) e quarta-feira (5), a Operação Carbono Oculto 86, que investiga a infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis do estado.
Segundo as investigações, o grupo utilizava uma complexa rede de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro, fraudar o mercado e ocultar patrimônio. Ao todo, 31 postos da Rede HD foram interditados no Piauí.
De acordo com a SSP-PI, o esquema envolvia empresários piauienses ligados diretamente a operadores financeiros já investigados na primeira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada anteriormente em ação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Militar paulista. A operação nacional tinha como objetivo desarticular organizações criminosas responsáveis por movimentar grandes volumes de recursos ilícitos.