Na manhã desta quarta-feira (5), o governador do Piauí, Rafael Fonteles , comentou sobre a Operação Carbono Oculto 86, deflagrada pela Polícia Civil contra atuação da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) que desbaratou um grande esquema criminoso envolvendo a facção Primeiro Comando da Capital (PCC) e postos de combustíveis da Rede HD no estado. Durante a ação policial, 31 postos da Rede HD foram interditados no Piauí.
Em entrevista à imprensa, o governador afirmou que a ação tem como principal objetivo “asfixiar a parte financeira do crime organizado”, destacando a importância de atingir o núcleo econômico das facções criminosas.
“A principal ação de segurança pública é asfixiar a parte financeira do crime organizado. Essa operação reforça o papel investigativo do Estado brasileiro como um todo, para combater organizações criminosas não apenas no tráfico de drogas, mas também na economia real, onde esses grupos têm buscado atuar em segmentos aparentemente legais”, declarou o governador.
"Então, sem dúvida, essa ação que derivou da operação nacional Carbono Oculto reforça o papel de investigação do Estado brasileiro como um todo, forças federais e forças estaduais para garantir que o crime organizado seja combatido, não apenas no tráfico de drogas, mas também na economia real", continuou Rafael Fonteles.
Operação Carbono Oculto 86
A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil, deflagrou, nessa terça-feira (4) e quarta-feira (5), a Operação Carbono Oculto 86 , que investiga a infiltração da facção Primeiro Comando da Capital (PCC) no setor de combustíveis do estado.
De acordo com as investigações, o grupo utilizava uma complexa rede de empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para lavar dinheiro, fraudar o mercado e ocultar patrimônio.
A SSP-PI informou que o esquema envolvia empresários piauienses ligados a operadores financeiros já investigados na primeira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada anteriormente em ação conjunta da Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Militar paulista.
A operação nacional tem como objetivo desarticular organizações criminosas responsáveis por movimentar grandes volumes de recursos ilícitos em diferentes estados do país.