A sessão desta quarta-feira (10) na Câmara Municipal de Teresina foi marcada por um confronto verbal entre os vereadores Daniel Carvalho (MDB) e Samantha Cavalca (PL), após a apreciação de uma moção de louvor ao ministro do Supremo Tribunal Federal ( STF ), Alexandre de Moraes . A proposta, apresentada por Daniel, acabou aprovada, mas provocou forte reação entre parlamentares da ala conservadora.
Ao ter conhecimento da pauta, a vereadora Samantha Cavalca pediu a palavra e criticou a iniciativa, chamando a proposta de “vergonha” para a Câmara Municipal. “É uma vergonha para os teresinenses, um ministro que censurou a imprensa, que alterou os rumos de uma nação interferindo para o lado do grupo do caquético chamado Lula”, afirmou.
Ela ainda ironizou Daniel Carvalho ao sugerir que ele homenageasse um servidor da Casa. “Seria muito melhor o senhor homenagear o Arlindo, diretor financeiro. Ele parece o Alexandre de Moraes e é uma pessoa muito melhor.”
Questionada sobre o voto contrário ao louvor, a vereadora endureceu as críticas. “O Alexandre de Moraes, na minha visão, é um déspota. Ele desequilibrou as eleições, agindo em prol do atual presidente, o caquético Lula. É óbvio que ele tem lado. Um ministro deveria julgar de forma isenta, e eu não vi isso acontecer em momento nenhum.”
Samantha também acusou o STF de ultrapassar limites legais. “Eles fingem que os julgamentos são legais. Em tese deveriam ser os guardiões da democracia pela interpretação da Constituição, mas já não consideram mais as leis, só a própria vontade.”
O autor da proposta, Daniel Carvalho, respondeu às críticas defendendo o voto de louvor e apontando a existência de uma tentativa de golpe no país. “Houve sim uma tentativa de golpe. Quando você coloca a Polícia Federal para barrar ônibus que vão a locais de votação e mobiliza sua base para invadir a sede do STF, isso deve ser visto como tentativa de golpe. “Se existe alguém que defendeu dentro do Supremo a nossa estrutura democrática, foi o ministro Alexandre de Moraes. Por isso pedi essa moção de louvor.”
Sobre o embate com Samantha, Daniel minimizou. “Discordar faz parte do processo democrático. Só vale lembrar que muita gente que acredita que não houve tentativa de golpe é a mesma que diz que o golpe de 64 foi uma revolução.” finalizou