Usuários do transporte público de Teresina denunciaram, neste sábado (13), a precariedade na manutenção de ônibus equipados com elevadores para cadeirantes, o que tem dificultado a locomoção de passageiros com deficiência. As reclamações foram encaminhadas ao GP1 após um episódio registrado na Praça da Bandeira, no Centro da capital.
Segundo relato do estudante Eduardo Silva, um cadeirante tentou embarcar em um ônibus da linha 507 na tarde de sexta-feira (12), mas não conseguiu porque o elevador do veículo não funcionava. A situação se agravou quando o equipamento travou durante a tentativa de recolhimento, impedindo o fechamento das portas do ônibus.
“Ficamos mais de 30 minutos parados porque o elevador emperrou e o cobrador não conseguia colocá-lo de volta no lugar. O motorista chegou a tentar ajudar com um pedaço de ferro, mas nem assim funcionou”, relatou. Diante do problema, todos os passageiros precisaram descer do veículo.
O estudante destacou ainda o transtorno causado a todos os usuários, especialmente ao cadeirante, que teve seu direito básico de ir e vir comprometido. “Depois de tanto tempo esperando, as pessoas começaram a se irritar. E não é para menos. O passageiro não conseguiu entrar, e o ônibus não pôde seguir viagem”, completou.
O que diz a lei
A legislação brasileira garante o direito à mobilidade da pessoa com deficiência. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) assegura, em seu artigo 46, igualdade de oportunidades no acesso ao transporte, por meio da eliminação de barreiras e da garantia de condições adequadas de uso dos serviços públicos.
Outro lado
O GP1 não conseguiu localizar a empresa Consórcio Therezina, responsável pelos ônibus da linha Sudeste, para prestar esclarecimentos. O espaço segue aberto.