A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) prendeu, na última sexta-feira (12), quatro pessoas suspeitas de envolvimento no assassinato do adolescente Antônio José da Silva, de 17 anos, ocorrido em 26 de abril deste ano, no bairro Poty Velho, em Teresina.

Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (15), o delegado Genival Vilela , da DHPP, detalhou que as investigações apontam que, antes do crime, um dos envolvidos se passou por uma mulher e manteve contato com a vítima por meio das redes sociais. Após as conversas, foi marcado um encontro na praça do bairro Poty Velho, na zona norte da capital.

Foto: Brunno Suênio/ GP1
Delegado Genival Vilela

“Na ocasião, a vítima foi atraída até a Praça do Poty Velho. Um indivíduo se passou por mulher, e a vítima acreditava que estava conversando com uma mulher. Marcou um encontro, essa pessoa pediu as características da vítima, como a roupa que ela estava vestindo, e, em dado momento, chegaram dois indivíduos em uma motocicleta e efetuaram vários disparos de arma de fogo”, disse o delegado.

Durante a investigação, a DHPP identificou a motocicleta utilizada no crime e localizou a proprietária do veículo, que informou à polícia que havia vendido a moto antes do homicídio. Ela afirmou ainda que não possuía informações sobre o nome, endereço ou contato do comprador.

Com o avanço das diligências, a polícia conseguiu identificar quatro suspeitos. “A investigação prosseguiu. Nós identificamos, de antemão, quatro indivíduos: a mulher [que disse ter vendido a moto], o namorado dela e mais dois indivíduos. Pedimos a prisão ao juiz e realizamos as prisões na sexta-feira”, afirmou.

Segundo a DHPP, um dos presos informou ao delegado que a motivação do crime estaria relacionada a desavenças anteriores. “Segundo um dos ouvidos, apesar de ele negar o crime, ele disse que já teve uma desavença com a vítima. Em dado momento, a vítima teria agredido uma mulher e, na ocasião, ele teria ido defendê-la. Por isso, eles passaram a ser inimigos. Essa é a informação de um dos presos. A motivação talvez tenha relação com facção; como a investigação está em andamento, vamos aguardar um pouco mais”, pontuou o delegado.

Sem anúncio no momento

Dois dos quatro presos já possuem antecedentes criminais por homicídio e estelionato. A vítima, por sua vez, tinha passagens pela polícia por roubo. “Um deles já tem alguns processos, entre eles um por homicídio; outro tem dois boletins de ocorrência por estelionato, tendo praticado o crime em outro estado; o terceiro não possui processo criminal. A mulher também não possui antecedentes. A vítima, à época da morte, conforme imagens colhidas, teria praticado roubos na cidade, e o tio da vítima chegou a reconhecê-lo”, concluiu o delegado.