A Polícia Civil do Piauí , por meio 1ª Delegacia Seccional - Divisão 1, concluiu o inquérito que investigou diversas fraudes praticadas contra a Casas Sampaio, em Teresina, e indiciou três pessoas identificadas como Pablo Henrique Sousa Barbosa, Karren Beatriz dos Reis Souza e Maria das Dores Pires da Silva por um esquema que utilizava comprovantes falsos de PIX para retirar mercadorias da loja. Segundo o relatório final, os investigados realizaram diversas transações fraudulentas entre os meses de maio e junho de 2024, causando prejuízo de R$ 10.260,00 ao estabelecimento.

O inquérito foi concluído pelo delegado Sérgio Alencar, titular da 1ª Delegacia Seccional. Após a conclusão da investigação, a polícia pediu à Justiça a prisão preventiva dos investigados e o cumprimento de mandados de busca e apreensão.

Foto: Alef Leão/GP1
Polícia Civil do Piauí

De acordo com o inquérito, o esquema começou a ser identificado após a empresa registrar boletim de ocorrência relatando que compras haviam sido concluídas com comprovantes de pagamento falsificados. A primeira fraude ocorreu em 9 de maio, quando um forno de micro-ondas e uma televisão, avaliados em R$ 3.100, foram retirados por pessoas indicadas pelos suspeitos. A loja apresentou imagens das câmeras de segurança, notas fiscais e recibos de entrega que confirmavam a retirada dos produtos por terceiros. Dois dias depois, nova compra falsa foi registrada, dessa vez envolvendo outra televisão e uma fritadeira elétrica, somando R$ 2.000, retirada por um motorista de aplicativo e entregue a um casal em um posto de combustíveis.

O relatório descreve que, em 16 de maio, um motorista contratado por meio de aplicativo retirou da loja uma máquina de lavar e um liquidificador, no valor de R$ 2.200, e levou os itens até o estacionamento de um supermercado no bairro Porto Alegre. O motorista afirmou ter sido orientado a buscar a mercadoria por uma pessoa que se identificou como “Michele”, nome falso utilizado por Maria das Dores. Ele reconheceu Pablo como o homem que recebeu os produtos no local. A polícia identificou ainda que o número utilizado para contato era registrado em nome de Maria das Dores, o que, segundo o inquérito, estabeleceu vínculo direto entre ela e a execução da fraude.

A descoberta do esquema ocorreu em 25 de maio, quando outra televisão, avaliada em R$ 2.960, foi retirada da loja e entregue na Drogaria Barbosa, no bairro Promorar. O motorista que fez o transporte informou que recebeu pagamento no próprio estabelecimento, após autorização dada por telefone. Os investigadores apuraram que a farmácia pertence a Pablo e localizaram a televisão em seu interior, realizando a apreensão do equipamento. A atendente da drogaria relatou em depoimento que recebeu orientações do proprietário por telefone para receber as encomendas, inclusive repassando o valor do frete ao motorista utilizando dinheiro do caixa.

Durante as investigações, a polícia reuniu provas como imagens de câmeras de segurança, prints de conversas, notas fiscais, recibos de entrega e dados fornecidos por operadoras de telefonia.

Sem anúncio no momento

Foram expedidos ofícios para obtenção de dados cadastrais das linhas usadas pelos suspeitos e para a empresa 99 Tecnologia, responsável pelo aplicativo utilizado para solicitar corridas. Reconhecimentos fotográficos feitos pelos motoristas identificaram Pablo e Karren como as pessoas envolvidas na retirada e recebimento dos produtos.

Com base nessa documentação, o delegado responsável concluiu pela existência de indícios de estelionato e receptação encaminhando o relatório ao Ministério Público e ao Judiciário.

Outro lado

Pablo Henrique Sousa Barbosa, Karren Beatriz dos Reis Souza e Maria das Dores Pires da Silva não foram localizados para comentar o indiciamento. O espaço está aberto para esclarecimentos.