A Justiça do Piauí autorizou, no dia 24 de novembro, investigação contra o prefeito de Alegrete do Piauí, Márcio Alencar , acusado dos crimes de violação de domicílio, ameaça, lesão corporal e tentativa de homicídio. O caso ocorreu em 1º de novembro deste ano, quando o gestor invadiu a propriedade da mãe de dois jovens, sendo um deles adolescente, proferiu ameaças de morte e os agrediu.
O Ministério Público do Piauí encaminhou solicitação ao Judiciário para prosseguir com as apurações, visto que o investigado detém foro por prerrogativa de função. Na decisão assinada pelo desembargador José Vidal de Freitas Filho , foi determinado o prazo de 90 dias para a conclusão da investigação criminal.
Ao autuar a notícia de fato, o subprocurador de Justiça Hugo de Sousa Cardoso apresentou detalhes do ocorrido, baseando-se na repercussão do caso na imprensa local. As reportagens registram o depoimento da mãe das vítimas, que denunciou o caso à Polícia Civil do Piauí.
As publicações apresentadas pelo subprocurador informam que o desentendimento entre o prefeito e os jovens T. S. A., de 19 anos, e V. L. S., de 17 anos, começou em um bar. Após a confusão, as vítimas deixaram o estabelecimento em direção à chácara da mãe, mas foram perseguidas por Márcio Alencar, que chegou ao local armado e invadiu a propriedade.
Dentro da residência, o gestor também teria ameaçado de morte os dois jovens, que fugiram para um matagal. A mãe das vítimas chegou a registrar em vídeo o momento em que o prefeito adentrava violentamente sua propriedade em busca dos filhos.
Márcio chegou a derrubar o portão da residência e entrou acompanhado de alguns homens. “Em seguida, teria agredido um dos jovens com violência, resultando em lesões corporais e em conduta descrita por testemunhas como tentativa de homicídio”, citou o subprocurador Hugo Cardoso.
Filiação ao PT suspensa
Com a repercussão do episódio envolvendo Márcio Alencar, ele teve a filiação partidária ao Partido dos Trabalhadores suspensa. A decisão foi assinada pelo presidente da sigla no Piauí, deputado Fábio Novo, que encaminhou os fatos à Comissão de Ética da agremiação.
Outro lado
Procurado pelo GP1 , o prefeito não respondeu às mensagens encaminhadas por Whatsapp e não atendeu as ligações. O espaço está aberto para esclarecimentos.