O Ministério Público do Piauí (MP-PI) apontou que houve homicídio culposo na morte da menina Alice Brasil , de 4 anos, ocorrida em agosto de 2025 na unidade CEV Kennedy, na zona leste de Teresina.

A promotora de Justiça Francineide Soares concluiu que houve falhas sucessivas na gestão e na rotina escolar que contribuíram para o tombamento do móvel que atingiu a criança, caracterizando, segundo o MP, o crime de homicídio culposo.

Foto: Caroline Vitorino/ GP1
Cláudio Sousa e Dayana Brasil, pais de Alice Brasil

Segundo o MP, houve homicídio culposo majorado por parte de Rafael Cavalcanti de Figueiredo Lima (presidente do Grupo CEV) e Bruno Lopes Oliveira (sócio-administrador do Grupo CEV), além de homicídio culposo por parte de Joselina do Nascimento Rocha de Lima (cuidadora), Sara Morgana Salgado Gomes (professora), Viviane Vieira Bezerra (diretora pedagógica do CEV) e João Paulo Feitosa Lelis (diretor).

A iniciativa do MP contrasta com a conclusão da Polícia Civil, que havia apontado atipicidade do fato e sugerido o arquivamento do caso. A família de Alice contesta essa interpretação e sustenta que a tragédia poderia ter sido evitada. Laudos apontam irregularidades no móvel, que não estaria fixado conforme normas do Mercosul, além de problemas na preservação do local do acidente, como limpeza e reorganização de objetos antes da chegada da perícia.

Relembre o caso

No dia 05 de agosto, a cidade de Teresina se comoveu após um acidente no Colégio CEV, que resultou na morte da pequena Alice Brasil, de apenas quatro anos. Ela foi atingida por uma penteadeira na brinquedoteca da instituição, e faleceu em decorrência de um traumatismo craniano.

Em nota, o Colégio CEV afirmou que uma criança estava sob o móvel, e ao se levantar, ele acabou tombando e atingindo a menina. Alice tinha um irmão gêmeo, Artur Brasil, que presenciou a cena. Os dois comemoravam o aniversário de quatro anos na escola, quando aconteceu a tragédia.

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