Cleytiana Campelo , mãe do adolescente J. L. C., que foi baleado na cabeça dentro do Colégio CPI , em Teresina, recorreu às redes sociais na manhã desta segunda-feira (16) para pedir ajuda financeira para o tratamento do filho.
Cleytiana, que é cabeleireira, relatou que ainda não conseguiu retornar ao trabalho por conta dos cuidados intensivos com o filho, que permanece internado. Com isso, ela afirma estar impedida de exercer sua profissão de forma satisfatória e tem acumulando dívidas.
Segundo a mãe, os custos com o tratamento aumentaram e a queda na renda agravou a situação. Ela explica que precisa adquirir equipamentos e suplementos essenciais para a reabilitação do filho.
“Preciso comprar três aparelhos que vão ajudar na reabilitação do João. Mas estou sem trabalhar e com dívidas acumuladas. Sei que muita gente quer ajudar e pergunta minha chave Pix. Estou passando aqui com humildade, porque quem me conhece sabe o quanto sou reservada”, desabafou.
Ela também afirmou que os recursos serão usados para a compra de suplementos, manutenção da alimentação adequada e outros cuidados médicos necessários à recuperação do adolescente. “Deus está restaurando. A vitória já está chegando. Só peço sabedoria para lidar com os julgamentos”, completou.
A chave Pix é: cleytianacampelo@hotmail.com
Entenda o caso
O adolescente J. L. C. foi baleado na cabeça por uma colega dentro do Colégio CPI, localizado na Rua Desembargador Pires de Castro, no Centro de Teresina, na manhã do dia 4 de dezembro de 2025. Segundo as investigações, os dois eram ex-namorados e a jovem não aceitava o fim do relacionamento. Ela é filha de um sargento da Polícia Militar do Piauí.
A estudante conseguiu entrar na escola com uma arma de fogo sem ser detectada. O disparo ocorreu próximo à cantina. Após o crime, ela entregou a arma a uma funcionária e deixou o local.
Adolescente também portava uma faca
Durante a investigação, a polícia encontrou uma faca tipo peixeira na mochila da jovem, além da arma de fogo — uma pistola calibre 9 milímetros.
Silêncio diante da polícia
Na Central de Flagrantes de Teresina, a adolescente M. L. G. optou por permanecer em silêncio durante o depoimento. No entanto, durante sua condução até a delegacia, ela teria confessado, de forma informal, que pretendia matar o ex-namorado, segundo o delegado Tales Gomes, da Diretoria de Operações Especiais (DEOP) da Polícia Civil.
Pai afirma que filha passava por acompanhamento psicológico
O sargento Leonardo Lopes, pai da adolescente, afirmou que a filha sofre de ansiedade e estava em acompanhamento psicológico. Ele contou que a jovem pegou sua arma de forma escondida, sem seu conhecimento, e a usou contra o ex-namorado.
Segundo o pai, o relacionamento entre os dois adolescentes durou pouco mais de seis meses. Ele disse, ainda, que, na véspera do crime, a filha relatou à mãe que enfrentava problemas no namoro. Após o ocorrido, ela afirmou estar arrependida da ação.
O sargento disse ter sido informado do caso por colegas da Polícia Militar e ressaltou que nunca entregou a arma à filha, afirmando não saber como ela teve acesso ao armamento, que estava guardado em um coldre.