O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), reconheceu que a rede municipal de saúde enfrenta sérias dificuldades, sobretudo na reposição de insumos básicos necessários para manter os atendimentos.
“Insumo é qualquer item que viabilize o atendimento de um médico ou enfermeiro. Para comprar esses materiais, é preciso passar por processos licitatórios. A saúde permanece em estado de calamidade pública, justamente para facilitar o acesso a esses produtos, com o acompanhamento do Tribunal de Contas e do Ministério Público”, explicou.
O prefeito também reforçou que a gestão municipal está concentrada em garantir o uso correto dos recursos públicos. “Estamos cuidando da transparência, da boa gestão e do uso responsável do dinheiro público. Sabemos que ainda há falhas pontuais, mas estamos correndo contra o tempo para superar essas dificuldades. Muita coisa já foi resolvida, mas ainda temos desafios a enfrentar”, pontuou.
Situação da rede pública
Desde o início de 2025, Teresina opera sob decreto de emergência na saúde, como reflexo da crise herdada da administração anterior. O decreto tem validade até julho e permite medidas excepcionais para reestruturar o sistema. Durante esse período, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) tem realizado compras emergenciais de insumos e medicamentos para abastecer as unidades da rede. Também foi aberta uma auditoria interna para apurar eventuais irregularidades em contratos de gestões anteriores.
Reforço na equipe médica
A FMS convocou, na última quinta-feira (12), 11 candidatos aprovados no concurso público realizado em 2024. Os profissionais ocuparão cargos de médico neonatologista, neurocirurgião e ortopedista, conforme edital publicado na edição nº 3.913 do Diário Oficial do Município, datada de 11 de junho de 2025.
Mesmo com restrições orçamentárias, a atual gestão já nomeou 1.291 aprovados, o maior número da história da FMS. “Essa nova chamada é essencial para evitar prejuízos no atendimento à população, especialmente no Hospital de Urgência de Teresina (HUT). É mais uma prova do compromisso da FMS com o fortalecimento da rede de saúde da capital”, afirmou o presidente da fundação, Charles Silveira.