Além da técnica Renata Costa, o Atlético Piauiense conta com outro nome que disputou a Copa do Mundo Feminina , mas atuou por outra seleção. Trata-se da volante Cris, que defendeu as cores da Guiné Equatorial em 2011. Agora com a camisa do CAP, Cris é uma das líderes do elenco que conseguiu o acesso para segunda divisão e agora busca o título do Brasileirão A3. Com esse cenário, a jogadora citou como pretende ajudar o Cavernão com sua bagagem.
“Semana leve após conseguir o nosso objetivo, que era o acesso. Agora é trabalhar mais tranquila para conseguir o título. A experiência contribui em momentos de tensão maior, tendo mais tranquilidade e tentando passar isso para as meninas. Para a gente são momentos muito importantes a serem guardados na nossa carreira. Isso agrega e faz transparecer dentro de campo, sendo uma pessoa mais experiente que podem confiar. Passamos essa tranquilidade para as meninas e me sinto muito feliz de fazer parte da história do clube. Independente da minha carreira, estamos crescendo junto. Estamos construindo algo novo e tenho certeza que vai ser bonito para todo mundo”, declarou Cris.
“Era algo que não passava na minha cabeça (jogar a Copa do Mundo). Foi uma oportunidade e abriu portas. É uma realidade muito diferente das competições que vivemos, em questão de estrutura e organização. Foi um sentimento que não consigo explicar e jogar contra o Brasil também foi uma experiência, pois é um país onde eu nasci e o coração acelerou”, acrescendo a volante do Atlético Piauiense.
Cris tem 39 anos e está no Atlético Piauiense desde do ano passado onde fez parte do elenco que foi campeão estadual de 2024. Sua participação na Copa do Mundo Feminina foi em 2011, quando atuava pelo Palmeiras. A volante foi titular, mas sua Seleção amargou três derrotas, sendo uma delas para o Brasil por 3 a 0 e foi eliminada na fase de grupos. Após sua participação no Mundial, seguiu no Verdão na temporada seguinte.
Porém, ainda em 2012, foi para o XV de Piracicaba, sendo contratada pelo São Caetano no ano seguinte. Em 2014 fez ótima atuação pela Ferroviária sendo campeão da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Após isso, foi para o Iranduba, onde foi bicampeã Amazonense (2017 e 2018). Na temporada seguinte, fechou com São Paulo levando o título do Brasileiro A2. A atleta também soma passagens por Botafogo, Malabo Kings de Guiné, Ceará e União de Natal.
Após bater o Ceará nas quartas de final e conseguir o acesso para segunda divisão, o Atlético Piauiense agora o busca o título do Brasileirão A3. Nas semifinais da competição, o CAP terá pela frente o Doce Mel, da Bahia. O primeiro jogo na busca pela grande final será na casa do Doce Mel, neste domingo (22). O embate acontecerá no estádio Waldomirão, em Jequié, na Bahia, às 11h. Já no duelo de volta, o Atlético Piauiense ganhou o direito de decidir em casa. A partida será no dia 6 de julho (domingo), no estádio Albertão, em Teresina, às 18h15.