Com a indefinição sobre a permanência de Themístocles Filho (MDB) como vice na chapa do governador Rafael Fonteles , começaram a circular nos bastidores informações de que ele poderia ser indicado para a primeira suplência do senador Marcelo Castro (MDB), que disputará a reeleição.
No entanto, essa possibilidade foi veementemente rechaçada pelo deputado estadual Felipe Sampaio (MDB), filho de Themístocles. O parlamentar afirmou que a ideia não partiu do MDB e que não faz sentido cogitar o nome do vice-governador para a suplência, uma vez que, segundo ele, Themístocles segue desempenhando um bom trabalho no Executivo estadual.
“A alternativa é a vice-governadoria. É o que a gente almeja. (...). A primeira suplência do MDB é do MDB. Não sei por que estão cogitando isso. Quem decide a primeira suplência do MDB é o MDB. Claro, junto com o grupo do Rafael Fonteles, com todos os partidos, mas a primeira suplência, a princípio, é do partido”, declarou Felipe Sampaio.
Cálculo sucessório
O cenário envolve um cálculo político delicado, especialmente considerando que Themístocles Filho já consolidou uma forte presença familiar na política piauiense, o que limita suas opções eleitorais. Seu filho Marcos Aurélio Sampaio é deputado federal; sua esposa, Ivanária Sampaio, é prefeita de Esperantina; e o próprio Felipe Sampaio ocupa uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Com os filhos buscando a reeleição e a esposa ainda à frente de um cargo executivo, há pouco espaço para que o vice-governador dispute diretamente mandatos eletivos, sem que ocorra conflito de interesses familiares ou superposição de espaços políticos. Isso torna a ideia da suplência ao Senado uma solução institucional, mas não necessariamente desejada por ele ou pelo núcleo do MDB.
Ainda assim, fontes ligadas ao partido avaliam que, caso venha a ser confirmado como primeiro suplente de Marcelo Castro, Themístocles poderia assumir o mandato em 2027, em eventual afastamento do titular o que garantiria projeção institucional sem disputa direta nas urnas.