A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta terça-feira (15), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da Prefeitura para o exercício de 2026. Aprovado por unanimidade, o projeto estima um déficit primário de R$ 107,1 milhões, valor que representa uma redução superior a 72% em comparação com a projeção anterior para 2025, que era de R$ 395,8 milhões. A votação foi realizada durante uma sessão extraordinária, convocada antes do início do recesso parlamentar.
Entre os pontos aprovados pelos vereadores, está a criação de uma emenda parlamentar coletiva, conhecida como emenda de bancada, semelhante ao modelo praticado no Congresso Nacional. A medida visa permitir que os vereadores destinem recursos de forma conjunta.
O presidente da Câmara, vereador Enzo Samuel (PDT), ressaltou que o parlamento está em constante diálogo com o prefeito Sílvio Mendes (Sílvio Mendes), a quem cabe a sanção do texto. “Estamos em constante diálogo com o prefeito de Teresina. Nosso trabalho é buscar esse equilíbrio. A LDO é importante para o orçamento que será votado no final do ano e temos que buscar esse equilíbrio entre os poderes para decidir da melhor forma para a cidade de Teresina", declarou.
Também foi incluída no texto a vinculação do salário mínimo nacional como base para os vencimentos de todos os servidores da Prefeitura de Teresina.
Na véspera da votação, segunda-feira (14), a Comissão de Finanças da Casa realizou uma reunião para tratar dos últimos ajustes no projeto da LDO. Participaram do encontro o presidente da comissão, vereador Joaquim do Arroz (PT), o relator da matéria, vereador Fernando Lima (PDT), além dos parlamentares Eduardo Draga Alana (PSD) e João Pereira (PT).
A LDO havia sido enviada pelo Executivo Municipal em abril deste ano, apresentando metas e prioridades da administração para o próximo exercício fiscal. O documento também serve como base para a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que será debatida no segundo semestre.