O tabuleiro político para as eleições de 2026 começa a ganhar novos contornos no Piauí e uma possível federação partidária entre PSB e Cidadania surge como uma das novidades. Dirigentes das duas legendas se reuniram em Teresina para discutir a aliança, que pode redesenhar forças no estado.
Na capital piauiense, membros da executiva estadual do PSB receberam o presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt, que chegou acompanhado de Mário Rogério, jornalista e atual presidente estadual do partido. O encontro contou ainda com a participação de José Augusto Nunes, dirigente do PSB no Piauí.
Comte Bittencourt, por sua vez, reforçou que o Cidadania já experimentou a união com o PSDB, mas considerou que a experiência foi desgastante para ambos. “Uma federação com o PSB indica melhores condições de êxito político. Seguimos construindo o projeto com a confiança de que será uma aliança mais orgânica, que dá mais resultado para as duas legendas”, avaliou o dirigente nacional.
Internamente, a avaliação no Cidadania é de que a composição com o PSB pode ajudar a recuperar protagonismo em estados onde a legenda perdeu musculatura nos últimos anos e, ao mesmo tempo, oferecer palanques competitivos para as chapas proporcionais. No Piauí, a federação também é vista como uma estratégia para reduzir a pulverização partidária e garantir maior coesão programática entre os aliados.
Os próximos passos agora dependem da costura final entre as direções nacionais e estaduais para formalizar a proposta e apresentá-la em tempo hábil para homologação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), respeitando o calendário para as alianças de 2026.
No xadrez político piauiense, a federação PSB-Cidadania surge como um movimento calculado para garantir melhores posições nas cadeiras do legislativo e fortalecer candidaturas majoritárias em um cenário de intensa disputa pelo Palácio de Karnak.