Com a definição da chapa majoritária para 2026, formada por PSD , MDB e PT, os ânimos entre os partidos, especialmente entre MDB e PSD, têm sido marcados por tensão, fruto do temor de perda de espaços no cálculo político da aliança.
Embora a base petista do governo e líderes como o presidente da Assembleia Legislativa, Severo Eulálio (MDB), insistam no discurso de que “não existem arestas” na base, um detalhe não passou despercebido: durante o encontro regional do PSD, realizado na última sexta-feira (11), chamou atenção a ausência dos deputados federais do PT.
A mágoa do MDB, apesar de negada publicamente, é notória. A decisão do governador de optar por um vice do PT, em vez de manter o nome de Themístocles Filho (MDB) na composição, foi recebida com reservas pelo partido, que esperava preservar a posição de destaque conquistada nas eleições anteriores.
Além disso, dentro do PSD, há ressentimento com a falta de apoio explícito da bancada petista na Câmara Federal à pré-candidatura ao Senado do deputado federal Júlio César (PSD). O partido avalia que, apesar de integrar a base, não tem recebido a reciprocidade política que considera devida por parte do PT.
Nos bastidores, a expectativa é que os próximos meses sejam de intensa negociação para recompor a harmonia entre as siglas e evitar que as fissuras internas se aprofundem em pleno ano pré-eleitoral. O desafio para o governo será administrar os egos e as demandas de aliados estratégicos, mantendo a coalizão coesa diante das disputas por espaço na chapa e nas futuras articulações para 2026.