Na tarde dessa segunda-feira (28), um jovem identificado como Ronalti Carlos foi perseguido e executado a tiros por criminosos no interior de uma metalúrgica, localizada no bairro Alto da Ressurreição, zona sudeste de Teresina. Imagens captadas por câmeras de segurança mostram o momento em que a vítima fugia pelas ruas do bairro, tentando escapar dos suspeitos.

Em seguida, é possível ouvir barulhos de tiros e, momentos depois, as câmeras registram novamente os criminosos fugindo em motocicletas. De acordo com o delegado Bruno Ursulino , do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o vídeo foi coletado pelos investigadores para ajudar a confirmar o número de envolvidos no crime.

“Os primeiros relatos indicam que os indivíduos chegaram em motocicletas, mas queremos confirmar se eram apenas aquelas motos ou se havia algum outro veículo de apoio. Queremos saber quantas motocicletas eram e quantos indivíduos participaram. Como a investigação ainda está no início, já levantamos esses questionamentos para serem respondidos ao longo do trabalho”, explicou o delegado.

Motivo do crime segue sob investigação

Bruno Ursulino destacou ainda que os motivos do crime seguem sendo apurados de forma preliminar. “Apesar de ser uma pessoa que tinha problemas com entorpecentes, mas apenas como usuário, estamos levantando os locais que ele frequentava para entender o que motivou essa perseguição tão intensa. Não à toa, vemos vários indivíduos empenhados em alcançá-lo e em efetuar diversos disparos. Foram tiros em várias partes do corpo e, na finalização, disparos na região da cabeça, justamente para ter certeza da execução”, afirmou Ursulino.

Segundo o delegado, nenhuma hipótese é descartada no momento, mas os indícios apontam que os suspeitos integravam uma facção criminosa. “Somente no decorrer do trabalho é que vamos ter respostas mais claras. Mas, pela experiência que temos aqui no Departamento de Homicídios, pela forma como o crime foi executado, é muito provável que os suspeitos tenham ligação com facções criminosas e, possivelmente, já tenham passagens pela polícia”, concluiu.

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