O Ministério Público do Estado do Piauí abriu investigação contra a advogada Lívia Raquel Pereira da Silva , acusada de cometer crime de desacato contra uma servidora do Tribunal de Justiça do Piauí (TJ-PI). A notícia de fato foi instaurada no dia 22 de maio.
Segundo informação encaminhada à Corregedoria-Geral de Justiça do TJ-PI, o fato ocorreu no dia 30 de abril deste ano, quando a advogada Lívia Raquel procurou a Central de Processos Eletrônicos – CPE Cível do Poder Judiciário para solicitar atendimento a respeito de um processo.
Segundo a coordenadora da CPE, foi informado à advogada que seria necessário reenviar uns alvarás para um novo e-mail, e nesse momento ela começou a gritar de forma descontrolada, chamando a secretaria de “bosta”.
A coordenadora do setor narra que não foi mais possível ter uma conversa urbana e educada. A servidora narra também que pediu respeito, mas Lívia Raquel disse: “falo com você do jeito que eu quiser. Sou advogada”.
“Considerando o desacato e desrespeito cometidos pela referida advogada, pessoa do qual esperamos o máximo de educação e urbanidade, solicito as providências cabíveis urgentes”, destacou a servidora no ofício encaminhado à Corregedoria.
Juiz pediu providências
No dia 8 de maio, o juiz Ulysses Gonçalves da Silva Neto emitiu despacho determinando a expedição de ofício ao Conselho de Ética e Disciplina da OAB Piauí para ciência dos fatos narrados e adoção das providências cabíveis.
O magistrado também determinou a expedição de ofício à Autoridade Policial e ao Ministério Público, contendo os documentos que instruem o procedimento, a fim de que adotem as providências que julgarem pertinentes.
Ministério Público se manifesta
A promotora Carmelina Moura, da 17ª Promotoria de Justiça de Teresina, requereu a designação de audiência preliminar com a advogada, em data a ser definida.
Outro lado
Procurada, a advogada Lívia Raquel não foi localizada para comentar o caso. O espaço está aberto para esclarecimentos.