A juíza Lisabete Maria Marchetti , da 2ª Vara Criminal de Teresina do Tribunal de Justiça do Piauí, recebeu denúncia do Ministério Público do Estado contra Luís Carlos Barbosa de Sousa, acusado de praticar calúnia, difamação, injúria e perseguição contra o delegado Tales Gomes , da Polícia Civil.
A decisão foi proferida no dia 21 de julho deste ano e determinou a citação do acusado para apresentar resposta escrita à acusação, no prazo de dez dias, por meio de advogado, conforme previsto no Código de Processo Penal.
De acordo com a denúncia, ajuizada no dia 17 de julho pelo promotor João Paulo Santiago, os crimes ocorreram entre fevereiro e abril deste ano. Segundo as investigações, Luís Carlos utilizou diversas redes sociais e aplicativos de mensagens, entre eles WhatsApp, Facebook, Instagram e TikTok, para enviar ameaças e proferir ofensas contra o delegado Tales Gomes. O Ministério Público sustenta que as condutas foram contínuas e direcionadas a causar constrangimento à vítima.
As investigações da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) apontam que em 28 de fevereiro o acusado criou dois perfis no Instagram, identificados como @luiscarlossousa15777 e @luiscarlosbarbosadesousa. Nestas contas, ele publicou imagens do delegado acompanhadas de legendas que o acusavam de ser um “explorador de mulheres”. Os perfis foram usados, segundo a denúncia, exclusivamente para difundir ataques contra o policial.
Além das postagens nas redes sociais, o Ministério Público relatou que Luís Carlos enviou mensagens de WhatsApp diretamente à vítima, utilizando termos ofensivos como “filho da puta” e “vagabundo”. O órgão ministerial também afirma que o acusado teria praticado condutas semelhantes contra a delegada Nathália Figueiredo, mas destacou que o processo em análise trata apenas das acusações envolvendo o delegado Tales Gomes.
Para o promotor João Paulo Santiago, as ações do denunciado configuram um “cerco virtual persecutório”, que buscava não apenas ofender a honra, mas também abalar emocionalmente o delegado e comprometer sua imagem profissional diante da sociedade. As mensagens, segundo a acusação, foram reiteradas e ocorreram em diferentes plataformas digitais, aumentando a gravidade da conduta.
O Ministério Público pediu a condenação de Luís Carlos Barbosa de Sousa pelos crimes de calúnia, difamação, injúria e perseguição. Além disso, solicitou que o acusado seja condenado ao pagamento de R$ 10 mil a título de indenização por danos morais ao delegado Tales Gomes, em razão dos constrangimentos e ataques sofridos.