O empresário Altair Ricardo Marques Coutinho foi indiciado pelo crime de estelionato contra um casal, aplicado através da intermediação da venda de um apartamento situado no bairro Verdecap, zona sudeste de Teresina, feita pela imobiliária R. Coutinho , de propriedade do acusado. As vítimas, donas do imóvel, levaram um calote de R$ 29.237,00 (vinte e novel mil e duzentos e trinta e sete reais), depois que o dono da imobiliária deixou de repassar o valor acordado na negociação do apartamento. O inquérito policial foi concluído no dia 13 de agosto, pela delegada Maria Laura de Brito Monteiro Neta , da 10ª Delegacia Seccional.

As vítimas registraram um boletim de ocorrência em março deste ano. Em boletim de ocorrência, eles narraram que anunciaram a venda do ágil do apartamento no Village del Ville nas redes sociais, e que logo depois, Ricardo Coutinho entrou em contato se apresentando como corretor e proprietário da imobiliária. No primeiro contato com o casal, o acusado afirmou que tinha compradores interessados.

Foto: Reprodução
Altair Ricardo Marques Coutinho

No final, foi firmado um acordo entre os proprietários e compradora no valor de R$ 55.000,00 reais, quantia essa que seria paga em cinco parcelas de R$ 11.000,00 mensais. Além disso, no contrato também seria incluso o débito da construtora, mas Ricardo disse que assumiria as dívidas, descontando no valor da compra.

Calote

Logo na primeira parcela do pagamento, o acusado repassou apenas R$ 7.400,00 ao casal dono do apartamento, enquanto as outras prestações, que deveriam ser de R$ 11.000,00, nunca foram pagas de forma integral mensalmente. No fim das contas, as pequenas transações que Ricardo Coutinho fazia às vítimas totalizou R$ 25.753,00 (vinte e cinco mil e setecentos e cinquenta e três reais).

Diante disso, ficou faltando R$ 29.237,00 para completar o valor acertado.

Contratos diferentes

Meses depois, ao tomarem conhecimento que o dono da imobiliária havia sido preso por estelionato com a venda e compra de apartamentos, o casal percebeu que o homem havia assinado um contrato, e a mulher tinha assinado outro. Quando procuraram a compradora do imóvel, descobriram que ela já possuía um terceiro contrato, diferente do assinado pelos vendedores. Ou seja, havia três contratos diferentes entre as partes.

Sem anúncio no momento

Nele, a compradora adquiria o apartamento por R$ 50.000,00, e que foi informada do débito do imóvel apenas junto à Caixa Econômica, mas que nenhum deles foi quitado pelo Ricardo, como proposto por ele no início das negociações. Dessa forma, os donos do imóvel continuam sendo cobrados pela instituição bancária e pela construtora.

Prisão e liberdade provisória

Ricardo Coutinho foi preso em 24 de junho, mas obteve liberdade provisória no dia seguinte. O inquérito concluído pela Polícia Civil do Piauí apontou que ele obteve vantagem ilícita através do recebimento do valor pago pela compradora, sem fazer o repasse acordado aos proprietários.

Outro caso envolvendo o empresário

Além deste episódio, Ricardo Coutinho foi denunciado em outra situação. Segundo denúncia formalizada por uma nutricionista, ele teria intermediado a venda de um imóvel utilizando dois contratos distintos: um entregue à compradora e outro à vendedora, que teve a assinatura supostamente falsificada. Com a manobra, ele teria recebido R$ 80 mil pela venda, valor que não foi repassado à verdadeira proprietária do imóvel.