O ex-prefeito de Teresina, Dr. Pessoa , se manifestou nesta quarta-feira (06) sobre as acusações feitas pelo ex-vice-prefeito e ex-secretário de Finanças, Robert Rios , durante depoimento à CPI do Rombo na Câmara Municipal. Na oitiva, Robert afirmou que “a roubalheira era regra” durante a Gestão Dr. Pessoa, citando especialmente irregularidades nas secretarias de Educação e Saúde.
Ao ser questionado pelo GP1 sobre as declarações, Dr. Pessoa rebateu com firmeza e sugeriu que, se houve irregularidades, Robert teria sido conivente. "Se ele tem conhecimento, ele deve ter sido o primeiro em relação a essa roubalheira. Conversa fiada não se tem resposta nenhuma", declarou o ex-prefeito.
Oitiva de Robert Rios
Durante a oitiva na CPI, Robert Rios também afirmou que o poder na Prefeitura estava concentrado nas mãos da família de Dr. Pessoa, apontando o filho do ex-prefeito, João Duarte Pessoa, e a ex-primeira-dama, Samara Conceição, como figuras centrais nas decisões administrativas. Ele ainda relatou episódios de suposta interferência direta da família em pagamentos e licitações.
"Eu tinha pena dos secretários da Prefeitura. Eu não mandava em coisa nenhuma, não fazia coisa nenhuma, não usava coisa nenhuma e não decidia coisa nenhuma. Isso porque a gestão toda estava nas mãos da família do prefeito. Quem mandava era a família. A mulher do prefeito mandava 100% na saúde e na educação", afirmou.
Robert também relatou um episódio em que listas de empresas a serem pagas pela Prefeitura eram elaboradas por membros da família do ex-prefeito e encaminhadas diretamente ao setor financeiro. Segundo ele, a então secretária Odimirtes Neves recebeu orientação expressa de Dr. Pessoa para só efetuar os pagamentos após autorização do filho do gestor, João Duarte Pessoa. “Os pagamentos só ocorriam com o aval do filho do prefeito. Era ele quem autorizava e entregava a lista com os nomes das empresas que deveriam ser pagas”, declarou.
Ao GP1 , João Duarte Pessoa negou as acusações, afirmando que elas partem de um problema pessoal de Robert Rios que ele desconhece. A Comissão Parlamentar de Inquérito segue apurando um déficit de R$ 3 bilhões nas contas do município, e novas oitivas estão previstas para as próximas semanas.