Enquanto o veto presidencial que impediu o aumento do número de deputados ainda aguarda deliberação no Congresso Nacional , lideranças partidárias no Piauí já se movimentam nos bastidores para readequar as chapas proporcionais com base no cenário atual. Com a possibilidade cada vez mais concreta de manutenção da decisão de Lula , as siglas locais enfrentam o desafio de cortar nomes e recalibrar alianças para 2026.

A expectativa inicial era de que o estado ganhasse duas novas vagas na Câmara dos Deputados e seis na Assembleia Legislativa, o que permitiria um leque mais amplo de candidaturas governistas e maior absorção de aliados. Sem esse reforço, dirigentes partidários avaliam, em conversas reservadas, a necessidade de "desinchar" as chapas para evitar riscos de puxadores de votos desbancarem lideranças tradicionais ou provocarem a exclusão de aliados por efeito da sobra de votos.

Foto: Lucas Dias/GP1
Assembleia Legislativa do Piauí

Na Assembleia Legislativa, onde a base do Governo Rafael Fonteles tem ampla maioria, a disputa interna tende a se intensificar. Com cerca de 22 deputados alinhados ao Palácio de Karnak, a manutenção do atual número de cadeiras dificulta a entrada de novos nomes, especialmente aqueles de secretários e lideranças que esperavam migrar para o Legislativo em 2026.

No plano federal, o Progressistas deve manter suas duas cadeiras, enquanto os partidos aliados ao Planalto lutam para preservar seis vagas, número que, sem o acréscimo previsto, torna o jogo mais restrito e competitivo.O deputado Júlio César (PSD), que apontou o baixo quórum e a dificuldade em reverter o veto, reflete a preocupação da base em Brasília. "Agora, na reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional, é uma preocupação muito grande, porque o quórum foi relativamente baixo e o que nós conseguimos foi o mínimo possível, 41 votos para manutenção, no caso aqui do Piauí.” afirmou.