A presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano , compareceu à Câmara Municipal de Teresina nesta quarta-feira (17), onde foi ouvida na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga o déficit bilionário nas contas da prefeitura. Em entrevista a jornalistas, ela afirmou que a gestão tem trabalhado para evitar um colapso no sistema.
Leopoldina disse que a atual administração recebeu a FMS em situação financeira complicada, em razão de débitos deixados sobretudo pela gestão anterior, do ex-prefeito Dr. Pessoa.
“Com muita dificuldade. Eu acho que é público, a população vê a estrutura precária da nossa rede, retrata muito a nossa realidade financeira. Temos hoje uma cidade que gasta mais de 34% do orçamento na saúde e ainda não estamos conseguindo desenvolver bem as ações porque temos muitos débitos de anos anteriores, de exercícios anteriores”, frisou a presidente da pasta.
Risco de colapso
Segundo a presidente da FMS, toda a equipe tem se dedicado a “apagar incêndios” a fim de evitar um colapso. “A gente está tentando sanar os problemas, apagar os incêndios para que se possa garantir a continuidade do trabalho. Mas é muito difícil. Estamos dialogando com as instituições, com os fornecedores, renegociando débitos, buscando organizar e planejar melhores ações para evitar esse colapso”, completou.
Leopoldina Cipriano assumiu a presidência da FMS em julho, após a saída de Charles Silveira, que renunciou ao cargo.