A Polícia Civil do Piauí instaurou, no dia 5 de agosto deste ano, um inquérito, por meio da Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo ( DECCOTERC ), para investigar um golpe aplicado contra uma médica, que causou um prejuízo financeiro de R$ 5.526,00, após tentativa de cancelamento de passagens aéreas compradas na Azul Linhas Aéreas . O crime ocorreu em 28 de julho de 2025, quando a vítima foi contatada, via WhatsApp, por um homem que se identificou como Felipe Santos, utilizando um número comercial com aparência oficial da empresa. O suspeito tinha acesso a dados sigilosos da reserva e ofereceu o cancelamento sem multa, mediante pagamento via Pix, prometendo estorno imediato, o que não ocorreu.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela vítima, ela havia pago R$ 10.031,80 pelas passagens, com embarque previsto para dezembro de 2025. Ao solicitar o cancelamento, foi informada pela Azul de que o reembolso seria de apenas R$ 1.173,74, o que a levou a registrar reclamações em plataformas como Reclame Aqui e Consumidor.gov. No mesmo dia, a médica recebeu o contato do falso atendente, que apresentou alternativas de cancelamento com promessa de devolução integral. A vítima realizou o pagamento via Pix, mas não recebeu o valor de volta.
Durante a negociação, o suspeito chegou a gerar protocolos reais no sistema da Azul e a restabelecer a reserva da médica sem novo pagamento, o que levantou suspeitas sobre possível acesso interno à empresa. Ao perceber que estava sendo enganada, a vítima buscou apoio das autoridades policiais e foi bloqueada pelo golpista, que apagou todas as mensagens previamente exportadas pela vítima.
A Delegacia Especializada de Crimes Contra a Ordem Tributária, Econômica e Contra as Relações de Consumo (DECCOTERC) solicitou às operadoras TIM, Claro e Vivo os dados cadastrais ligados ao número utilizado pelo suspeito, (11) 3136-2245. As operadoras informaram que não havia registro ativo da linha nos períodos investigados, o que dificultou a identificação do verdadeiro responsável. Áudios enviados pela vítima foram anexados ao inquérito em 23 de setembro e serão usados como prova para entender como o suspeito conduzia a fraude.
Justiça determina conclusão do inquérito em 30 dias
Em despacho emitido no dia 22 de setembro, o juiz Valdemir Ferreira Santos , da Central de Inquéritos de Teresina, determinou que a Polícia Civil conclua o inquérito em até 30 dias. Caso o prazo não seja cumprido, a delegacia será intimada a se manifestar. Após a conclusão da fase policial, o Ministério Público terá 15 dias para se pronunciar sobre as provas reunidas no processo.