O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes (União Brasil), e o presidente da Empresa Teresinense de Desenvolvimento Urbano ( Eturb ), Vicente Moreira Filho, realizaram nesta sexta-feira (26) uma coletiva de imprensa para apresentar atualizações sobre a coleta de lixo na capital. A gestão informou que uma nova licitação deve ser lançada até o fim de outubro, com previsão de contrato de cinco anos e valor estimado em mais de R$ 1 bilhão. A iniciativa busca reestruturar o sistema de limpeza pública, após dificuldades enfrentadas com ações judiciais e mudanças emergenciais no setor.
Sílvio Mendes destacou que, apesar dos avanços percebidos, o serviço ainda não atende plenamente às necessidades da população. Segundo ele, estão sendo feitos ajustes nos trajetos dos caminhões de coleta, além da preparação de uma ferramenta chamada “Lixo Zero”, que será lançada no dia 10 de outubro. A plataforma permitirá que qualquer cidadão registre situações de acúmulo de lixo nas ruas, auxiliando a prefeitura a responder mais rapidamente às demandas da cidade.
“Depois de muitas dificuldades, ações judiciais, a gente conseguiu montar a forma desejada para limpar a Teresinha. Ela melhorou muito, eu acho que é do conhecimento e a percepção que todos temos, mas não está ainda do jeito que nós queremos. Então, esse é mais um passo no sentido de adequação da coleta do lixo, qualquer que seja ele, em qualquer lugar da cidade, ser feitas pequenas modificações no trajeto desses caminhões coletores. Dia 10, a gente vai lanchar uma ferramenta chamada Lixo Zero, para que toda a população, ao encontrar, ao perceber, seja na rua dela ou na rua de qualquer pessoa, por onde andar comunicar para a gente, para que ajude a gente a fazer isso mais rapidamente”, informou o prefeito.
Situação dos aterros sanitários
Outro ponto anunciado foi a mudança no modelo de contratação. No lugar de uma única empresa responsável por toda a coleta, a prefeitura dividiu o serviço entre duas prestadoras, para evitar dependência de apenas uma contratada. Além disso, foi anunciado que a cidade passará a contar com três aterros sanitários. O atual, de responsabilidade do município, será destinado a resíduos inertes, como restos de poda, capina e varrição, enquanto novos aterros serão implantados nas zonas norte e sul, ampliando a capacidade de destinação adequada dos resíduos.
“Bom, com essa licitação que é provisória, mas a outra que está por vir, eu acho que até final de outubro isso aí vai estar o edital aberto, nós passamos de uma empresa única para fazer tudo, para cinco. Em vez de uma empresa fazendo a coleta de lixo, são duas, para que a gente não fique na mão de nenhuma delas. Segundo, o aterro sanitário, que era um da prefeitura, serão três. O aterro da prefeitura será para o lixo inerte, para poda, capina, varrição, qualquer desse tipo. Vai ter mais um aterro na zona norte e outro na zona sul. Na zona leste, ali na estrada para Altos e outra para a zona sul”, declarou Sílvio.
Custo da limpeza pública
O prefeito também apresentou dados sobre o custo da limpeza pública, que atualmente chega a cerca de R$ 25 milhões por mês. De acordo com ele, são recolhidos aproximadamente 600 mil quilos de lixo por dia, o que representa entre 18 e 20 mil toneladas mensais. Sílvio ressaltou que, com a instalação de balanças nos aterros, o pagamento será feito por peso coletado, o que deve reduzir os custos para cerca de R$ 17 a R$ 18 milhões mensais, já que antes os valores eram calculados sem medição precisa.
“A limpeza, aliás, chegou a cerca de 25 milhões de reais por mês. É coletada em torno de 600 mil quilos, para ficar mais claro, por dia de lixo, daí 18, 20 mil toneladas por mês. Então, é porque o aterro não tinha balança. E se eu pago por peso, como você pode imaginar pagar uma coisa que você não sabe quanto é? Em que o pessoal de serviço diz quanto é, não é assim. O dinheiro público tem que ser bem usado e com muito cuidado. Então é possível, vai ficar a coleta, a despesa, então 17, 18 milhões de reais. Agora no começo um pouco mais, porque tinha mais lixo na cidade, e se paga por peso, portanto, é natural”, pontuou o chefe do Palácio da Cidade
Nova Licitação
A nova licitação da limpeza pública deve atrair empresas de várias regiões do país, segundo a gestão municipal. O contrato, estimado em mais de R$ 1 bilhão para o período de cinco anos, prevê um gasto anual superior a R$ 200 milhões com o serviço. A expectativa é que o processo, considerado de grande porte financeiro, traga maior competitividade e possibilite melhorias no sistema de coleta e destinação do lixo em Teresina.
“Uma licitação que é o desejo de muita gente que bota o dinheiro em primeiro lugar. Então, no Brasil inteiro, tem empresas que querem ganhar a limpeza de Teresina porque é uma receita grande, perto de 20 milhões de reais por mês, mais de 200 milhões por ano. E uma licitação que vai ser mais de um bilhão de reais pelo prazo de cinco anos”, finalizou o gestor.