O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ) concluiu que o barbeiro José Vitor Carvalho de Sousa , morto no dia 26 de agosto, no Monte Horebe, foi vítima de um latrocínio. Segundo o delegado Bruno Ursulino, a vítima foi abordada pelo criminoso, identificado como Pablo Kelvisley Sousa Silva, que anunciou o assalto e logo após efetuar um disparo na cabeça da vítima, fugiu com o celular de José Vitor.
Em entrevista ao GP1 , na manhã desta segunda-feira (29), o delegado Bruno Ursulino afirmou que a investigação está bastante clara quanto a autoria e a dinâmica dos fatos que levaram à morte de José Vitor Carvalho de Sousa.
“Naquele dia específico, a vítima havia sido chamada para socorrer o tio que estava passando mal em uma calçada próxima. Nesse deslocamento, o José Vitor acionou o Samu e aguardou a equipe chegar para socorrer seu tio. Enquanto estava aguardando, ele acabou sendo abordado pelo Pablo, que foi tomar o celular, mas no desdobramento dessa abordagem ele efetua um disparo na cabeça da vítima, que caiu no local. Efetivamente, foi um latrocínio”, explicou o delegado Bruno Ursulino.
Vítima morreu dois dias depois
Dois dias após o crime, José Vitor Carvalho de Sousa, que havia sido socorrido para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT), acabou morrendo na unidade de saúde em razão do ferimento provocado pelo disparo de arma de fogo na cabeça da vítima, que entrou pelo ouvido.
Fuga e prisão do acusado
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa conseguiu comprovar que após subtrair o celular do barbeiro, Pablo Kelvisley Sousa Silva vendeu o aparelho nas imediações do Shopping da Cidade e com o dinheiro obtido nessa venda, Pablo fugiu, a princípio para Imperatriz, no Maranhão, e depois se refugiou para o Tocantins, onde acabou sendo preso no último sábado (27).
“O Pablo, com os valores que arrecadou com esse assalto, fugiu com destino a Imperatriz no Maranhão, onde a mãe dele reside. Demonstrado isso, a gente conseguiu entrar em contato com os amigos da Polícia Civil e da Polícia Militar, tanto do Maranhão, quanto do Tocantins, e conseguiu confirmar a localização do Pablo. Diante da informação de que havia um mandado de prisão contra ele, os colegas, em diálogo com a gente, conseguiram fechar o cerco e no sábado pela manhã efetivaram o cumprimento desse mandado de prisão”, explicou Bruno Ursulino.
O inquérito policial deverá ser finalizado nos próximos dias, no entanto, a Polícia Civil já ampliou as diligências, a fim de identificar a pessoa que recebeu o aparelho celular da vítima.