O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do Maranhão (Gaeco-MA) deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (03), a terceira fase da Operação Barão Vermelho contra organização criminosa com atuação no Piauí, Maranhão e Paraíba. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na Mais Saúde Distribuidora , localizada na Avenida Valter Alencar, zona sul de Teresina, que foi interditada e está com as atividades suspensas.

Os policiais cumpriram ainda mandados na casa do dono da Mais Saúde, S.S.J. na zona leste. Ao todo, foram expedidos 18 mandados de busca e apreensão e 4 mandados de prisão preventiva contra alvos de uma investigação que apura crime de lavagem de capitais.

Foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão, 04 mandados de prisão e 03 de interdição de pessoas jurídicas, com a suspensão de atividades das empresas. A Vara Especial Colegiada dos Crimes Organizados, atendendo a pedidos do GAECO, determinou ainda o bloqueio e indisponibilidade de bens relacionados ao delitos investigados, como imóveis, veículos, embarcações e aeronaves de propriedade ou na posse dos representados, pessoas físicas e jurídicas.

A investigação, capitaneada pelo núcleo investigativo do Gaeco em Timon-MA, identificou que vários investigados, inclusive alvos de operação do Denarc-PI, estavam atuando de forma indiscriminada, movimentando grandes quantias em dinheiro em espécie, levantando a suspeita de lavagem de capitais para organizações criminosas.

A Operação contou com o apoio operacional dos seguintes órgãos: ICRIM-MA, GAECO/PI, GAECO/PB e Polícias Militares dos estados do Maranhão e Piauí, bem como das Polícias Civis do Piauí, do Maranhão e da Paraíba (DRACO). Ao todo foram 190 agentes públicos e integrantes das forças de segurança envolvidos na ação.

Investigação

A partir 1ª fase da operação, deflagrada ainda no ano de 2023, o GAECO se deparou com uma organização criminosa bem estruturada e com ações sofisticadas, principalmente no que diz respeito ao esquema de lavagem de capitais. As ações criminosas incluem pessoas físicas e jurídicas que movimentaram quantias vultosas entre si, havendo ainda a ocorrência de saques bancários de quantias elevadas, situações que chamaram a atenção das autoridades.

Sem anúncio no momento

A investigação apontou também que o grupo, além de atuar com tráfico de drogas, opera com falsidade de documentos de veículos, receptação de cargas roubadas ou desviadas, receptação de ouro de origem ilícita e agiotagem, dentre outros.