O diretor do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas ( DRACO ), delegado Laércio Evangelista , afirmou em entrevista ao GP1 , que o grupo criminoso ligado à facção Primeiro Comando da Capital (PCC), desarticulado durante uma operação na manhã desta quinta-feira (29) , em Altos, utilizava redes sociais para aliciar jovens a fazerem parte da facção. A ação resultou no cumprimento de 24 medidas judiciais, com 10 pessoas presas, além da apreensão de quatro armas de fogo e uma grande quantidade de entorpecentes.
De acordo com o delegado Laércio Evangelista, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), os investigados usavam plataformas como Instagram, Facebook e WhatsApp para fazer apologia ao crime e atrair adolescentes e jovens para a facção.
“Eles ostentavam armas, drogas e dinheiro nas redes sociais, tentando passar a ideia de uma vida fácil, como se o crime valesse a pena. Isso tudo era usado para iludir esses jovens e atraí-los para o PCC”, explicou o delegado.
As investigações apontaram que os suspeitos criavam grupos e comunidades virtuais vinculados à facção criminosa, onde os jovens eram gradualmente inseridos e doutrinados. Segundo a polícia, havia uma estrutura organizada, com liderança definida.
Uma das lideranças identificadas foi Victor, preso em flagrante com uma arma de fogo durante a operação. Outro investigado, Matheus, também foi capturado. Ele já responde a dois processos por homicídio e possuía mandados de prisão em aberto, estando foragido até então. “A Polícia Civil de Altos solicitou o apoio do DRACO justamente para localizar indivíduos com mandados em aberto, e conseguimos efetuar essas prisões”, destacou Laércio Evangelista.
A operação contou ainda com o apoio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa ( DHPP ), já que alguns dos presos são investigados por envolvimento em crimes violentos em Teresina.