A Justiça rejeitou os pedidos apresentados pela defesa da massagista Sabrina Graziele Pereira Dourado , acusada de envolvimento no assassinato do ex-namorado Alef Oliveira de Lima, e decidiu manter a medida cautelar de monitoração eletrônica. A decisão da juíza Maria Zilnar Coutinho Leal , da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, foi dada em 4 de dezembro de 2025.
Sabrina havia alegado, em resposta à denúncia, a inexistência de justa causa para a ação penal e solicitado a revogação da tornozeleira eletrônica, argumentando que cumpre integralmente as condições estabelecidas e que não haveria mais justificativa para a manutenção da medida. O Ministério Público se manifestou contra os pedidos, defendendo a continuidade do processo e da cautelar.
Ao analisar o caso, a magistrada considerou improcedente a preliminar de ausência de justa causa, destacando que a denúncia atende aos requisitos do artigo 41 do Código de Processo Penal. Segundo a decisão, há prova da materialidade do crime, com laudos periciais, registros da cena da morte violenta e depoimentos colhidos no inquérito policial, que apontam indícios de coautoria por parte da acusada. Quanto à monitoração eletrônica, a juíza entendeu que a medida é necessária para garantir o efetivo cumprimento da prisão domiciliar, sendo proporcional e menos gravosa do que a prisão cautelar, não havendo nos autos fatos novos que justifiquem sua revogação.
Na mesma decisão, a magistrada também manteve a prisão preventiva de Breno Ronalldy Rodrigues Guimarães, outro acusado no processo. De acordo com o juiz, permanecem inalterados os fundamentos que autorizaram a decretação da prisão, especialmente a garantia da ordem pública, diante do modus operandi do crime, da reiteração delitiva e dos indícios de coautoria. Maria Zilnar avaliou ainda que medidas cautelares alternativas seriam insuficientes para assegurar a tranquilidade social e a efetividade do processo.
A audiência de instrução e julgamento foi marcada para o dia 14 de janeiro de 2026, às 8h30, e ocorrerá de forma mista. Testemunhas e acusados deverão comparecer presencialmente à unidade judiciária, enquanto o promotor de Justiça, advogados e defensor público poderão participar de forma virtual.
Relembre o caso
Sabrina Graziele Pereira Dourado foi presa sob suspeita de envolvimento na morte de Alef Oliveira de Lima, ocorrida no dia 21 de junho de 2025, em Teresina. Segundo as investigações do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Sabrina teria instigado Breno Ronald, homem que também mantinha relacionamento com ela, a intimidar Alef, motivada por ciúmes ao vê-lo com outra mulher.
O crime aconteceu quando Alef saiu para verificar sua motocicleta, que estava em chamas, e foi surpreendido por um disparo de arma de fogo efetuado por Breno. Durante as investigações, o delegado Bruno Ursulino revelou que a ideia de incendiar a moto partiu da própria Sabrina, que teria dado as ordens para o ataque.
Os dois foram indiciados pela Polícia Civil do Piauí por homicídio qualificado.