Dois homens suspeitos de envolvimento no assassinato do carroceiro Antônio José de Almeida foram presos na noite desta segunda-feira (5) por equipes da 1ª Companhia do Batalhão Especial de Policiamento do Interior ( BEPI ), em Teresina. A ação ocorreu após levantamentos realizados pelo setor de inteligência da Polícia Militar, que identificou os locais onde os suspeitos estavam escondidos.

Durante as diligências, os policiais localizaram um dos suspeitos, de 20 anos, transitando por uma via da capital. Ao perceber a aproximação da guarnição, ele tentou fugir e arremessou objetos em um terreno baldio, mas foi interceptado em seguida. Após buscas no local, os militares encontraram uma pistola calibre .40 e aparelhos celulares. Questionado, o jovem confessou a autoria do homicídio de Antônio José de Almeida, conhecido como “Surubim”, ocorrido em dezembro do ano passado.

Foto: Ascom
Homens suspeitos de envolvimento no assassinato do carroceiro Antônio José

Com o avanço da ocorrência, a Polícia Militar chegou a um segundo endereço indicado pelo primeiro preso, onde localizou outro suspeito, também de 20 anos. No local, foram apreendidas porções de entorpecentes e uma balança de precisão, o que indica possível envolvimento com o tráfico de drogas.

Ao todo, foram apreendidos uma pistola Taurus calibre .40 com oito munições intactas, 28 trouxas de substância análoga à maconha, cinco trouxas de cocaína, uma balança de precisão e três aparelhos celulares. Os suspeitos e todo o material recolhido foram encaminhados à Central de Flagrantes para os procedimentos legais cabíveis.

Entenda o caso

Antônio José de Almeida, de 53 anos, foi morto com cinco disparos de arma de fogo no dia 17 de dezembro de 2025, na Vila Boa Esperança, região da Santa Maria da Codipi, zona Norte de Teresina. Segundo testemunhas, a vítima estava em casa quando cinco homens chegaram ao local em três veículos à sua procura e efetuaram os disparos. Após o crime, os suspeitos fugiram em motocicletas sem serem identificados.

Informações preliminares apontam que Antônio José mantinha contato com pessoas ligadas a facções criminosas e residia na região havia pouco mais de seis meses. A Polícia Civil segue investigando o caso.

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