A Articulação Nacional de Povos de Matriz Africana e Ameríndia (ANPMA-Brasil) denunciou um novo episódio de intolerância religiosa em Teresina. A imagem de Iemanjá instalada na Avenida Marechal Castelo Branco voltou a ser alvo de depredação: o vidro que protege a escultura foi quebrado e parte da obra sofreu danos estruturais.
O ataque ocorreu na véspera do Dia de Iemanjá, data de grande importância para religiões de matriz africana, o que reforça, segundo a entidade, o caráter simbólico e discriminatório da ação. Para a ANPMA-Brasil, o caso ultrapassa o simples vandalismo e representa uma violação direta à liberdade religiosa, além de atingir a cultura e a dignidade das comunidades tradicionais.
A ANPMA-Brasil afirmou que, há mais de dois anos, solicita a instalação de câmeras de segurança no entorno do monumento como forma de inibir ataques e auxiliar nas investigações. Após o novo episódio, a expectativa é de que sistemas de monitoramento, como o SPIA, sejam utilizados para identificar os responsáveis.
Diante do ocorrido, a entidade cobra das autoridades a apuração imediata do crime, a responsabilização penal dos envolvidos, a proteção efetiva dos espaços religiosos e a adoção de políticas públicas permanentes de enfrentamento à intolerância religiosa. Ainda conforme a ANPMA-Brasil, apenas ações concretas poderão garantir o respeito à liberdade de crença e à dignidade dos povos de matriz africana e ameríndia.