O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ) cumpriu 299 mandados de prisão ao longo de 2025, em Teresina. Os dados foram repassados pelo diretor do departamento, delegado Francisco Costa, o Barêtta .

Além das prisões, a unidade especializada realizou 268 mandados de busca e apreensão durante o ano, todos com êxito nas diligências.

Em entrevista ao GP1 , Barêtta destacou que o trabalho do DHPP é baseado na produção antecipada de provas antes da efetivação das prisões, que resulta no grande número de prisões e inquéritos concluídos com autoria conhecida. “No ano de 2025 nós cumprimos 299 mandados de prisão e realizamos 268 buscas e apreensões, todos efetivamente com êxito. Aqui nós investigamos para prender e não prendemos para investigar”, afirmou Barêtta.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Barêtta

O delegado ressaltou que a orientação interna é para que as equipes construam provas robustas, garantindo segurança jurídica aos procedimentos e evitando falhas que possam comprometer os processos. “Sempre oriento que a gente investigue, que construa as provas, que deixe o elemento cercado. A prova segura é como um concreto armado, não é um punhado de areia que foge pelos dedos”, comparou.

Barêtta também enfatizou a importância da cadeia de custódia, mecanismo que garante a preservação e rastreabilidade das provas, desde a coleta até a apresentação em juízo. Segundo ele, embora antes fosse regulamentada por portarias e resoluções, hoje a cadeia de custódia está devidamente prevista na legislação brasileira.

O diretor do DHPP destacou ainda que tanto a prova material quanto a testemunhal merecem o mesmo cuidado durante a investigação. “A prova testemunhal merece tanto cuidado quanto a prova material. Um depoimento bem colhido, de quem viu ou ouviu um ato criminoso, se bem tratado, é muito forte. Nenhuma prova tem hierarquia, elas precisam estar encadeadas para formar um conjunto probatório sólido. Temos que saber valorizar a prova testemunhal, para ela poder ser valorada durante a instrução criminal, pois dos dez meios de provas elencados em nosso Código de Processo Penal, seis dependem da memória”, explicou Barêtta.

Sem anúncio no momento

Para o delegado, o objetivo é, ao final, reunir elementos suficientes para subsidiar o trabalho do Ministério Público na apresentação da denúncia e garantir que o Judiciário possa decidir com base em um conjunto probatório consistente, especialmente nos casos levados ao Tribunal do Júri.