O Ministério Público do Estado do Piauí instaurou procedimento preparatório para apurar possíveis débitos causados pela Prefeitura Municipal de Canto do Buriti, gerida pelo prefeito Marcus Fellipe Nunes Alves , o Dr. Fellipe Alves (MDB), em razão da ausência de repasse de R$ 1.650.000,00 (um milhão e seiscentos e cinquenta mil reais) de empréstimos consignados às instituições financeiras Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil. A investigação teve origem em denúncia encaminhada pela Ouvidoria do órgão, que relata que servidores municipais teriam contratado empréstimos com desconto direto em folha, mas os valores não teriam sido transferidos aos bancos responsáveis pelas operações.

De acordo com a manifestação recebida pelo Ministério Público, funcionários públicos do município contrataram empréstimos consignados junto à Caixa Econômica Federal e ao Banco do Brasil. Segundo o relato apresentado, as parcelas foram descontadas dos contracheques dos servidores, porém o município não teria efetuado o repasse correspondente às instituições financeiras. Como consequência, parte dos servidores teria tido o nome incluído em cadastros de inadimplência, como o Serasa.

Foto: Reprodução/Instagram
Prefeito Fellipe Alves

A denúncia também aponta que a Caixa Econômica Federal ingressou com ação judicial contra o município em maio de 2024, cobrando cerca de R$ 150 mil relacionados aos valores não transferidos. Já o Banco do Brasil teria ajuizado ação em dezembro de 2024 para cobrar débito estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão. O denunciante menciona que considerou incomum o fato de a instituição financeira ter adotado medidas judiciais apenas após o período eleitoral, apesar do valor superior da dívida.

Outro ponto relatado na manifestação diz respeito a descontos realizados nos salários de servidores no mês de outubro de 2024. Conforme a denúncia, após o pagamento com os abatimentos referentes aos empréstimos consignados, o Banco do Brasil teria efetuado nova cobrança diretamente nas contas dos servidores por volta do dia 9 daquele mês e rescindido o convênio com o município. Dois dias depois, em 11 de outubro, a prefeitura teria providenciado a devolução dos valores descontados na folha de pagamento.

O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Bruno Cardoso de Sousa, que determinou a continuidade das diligências para apurar os fatos. Entre as medidas adotadas está a solicitação de manifestação ao secretário de Finanças do município, além do registro e encaminhamento do procedimento aos órgãos internos do Ministério Público.

Outro lado

Procurado pelo GP1 , o prefeito Dr. Fellipe Alves não se posicionou sobre o procedimento do Ministério Público. O espaço segue aberto para esclarecimentos.

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