A Polícia Civil do Piauí prendeu, nesta quinta-feira (26), em Teresina, um homem suspeito de extorquir quase R$ 50 mil de uma mulher sob ameaça de divulgar fotos íntimas dela, prática conhecida como “sextorsão”. O mandado de prisão foi cumprido pelo Departamento de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC), em investigação conduzida pelo delegado Luciano Alcântara.

Segundo o delegado responsável pelo inquérito, o crime teve início em 2023, quando o suspeito, por meio de uma conta na rede social Facebook, entrou em contato com a vítima. Após conseguir sua confiança, ambos passaram a conversar no WhatsApp, até ele convencer a mulher a lhe enviar fotos íntimas, momento em que se iniciam as extorsões.

Foto: Lucas Dias/GP1
Delegado Luciano Alcântara

“Quando a vítima encaminha essas fotos, ele muda totalmente o comportamento que tinha, e passa a extorquir, alegando que, caso ela não transferisse os valores que ele estava pedindo, iria divulgar essas fotos em redes sociais para familiares e amigos da vítima. A vítima, muito preocupada e não querendo suas fotos sendo divulgadas, passa a transferir valores para uma conta indicada pelo golpista”, explicou Luciano Alcântara.

Dupla extorsão

O investigado, não satisfeito, criou mais um perfil se passando por outra pessoa para praticar mais uma extorsão contra a mesma mulher, dizendo que havia sido sequestrado pelo homem que a estava extorquindo. O delegado informou que o suspeito, um cadeirante, conhecia a vítima.

“Ele cria o primeiro perfil, onde dizia que era um faccionado e que ia divulgar as fotos dela, que sabia onde ela morava, que ia tocar fogo na casa dela, fazia o terrorismo. Depois entra o segundo perfil, são várias camadas na extorsão, ele dizia: ‘fui sequestrado por ele e, se você não me ajudar, ele vai me matar, ele sequestrou eu e meu filho’. Então ele vai aumentando o nível de terrorismo psicológico com a vítima”, detalhou a autoridade policial.

Ainda conforme o delegado Luciano Alcântara, a vítima teve a vida destruída a partir dessas extorsões, tendo feito diversos empréstimos bancários para pagar o criminoso, valores que se aproximam de R$ 50 mil. Além disso, ela pediu demissão do emprego, onde trabalhava há 11 anos.

Sem anúncio no momento

O suspeito, de acordo com a investigação, não atuava sozinho: os valores extorquidos eram transferidos para a conta bancária de outro homem, que segue foragido.