O vereador Petrus Evelyn (PP) criticou o aumento do IPTU em Teresina e classificou a elevação como exagerada. Em conversa com a imprensa, ele afirmou que a população precisa reagir a cobranças que considera desproporcionais e exigir resultados concretos da gestão municipal.

Segundo o parlamentar, o reajuste acumulado ao longo de duas décadas estaria sendo aplicado de uma só vez, o que teria provocado aumentos expressivos em alguns casos. “Há situações em que o valor saiu de mil para 30 mil reais de um ano para o outro. Isso é inaceitável”, declarou. Para ele, a medida pesa de forma abrupta no orçamento das famílias.

Foto: Lucas Dias/GP1
Petrus Evelyn

Petrus Evelyn afirmou que não é contrário à atualização do imposto, mas defende critérios de razoabilidade. “Não sou contra reajuste, mas que seja justo e gradual, para que as pessoas possam pagar de maneira confortável, e não de maneira repentina e abusiva”, pontuou.

O vereador disse ainda que espera que o envio da proposta de revisão permita um novo cálculo que corrija distorções e estabeleça um modelo considerado mais equilibrado para os contribuintes da capital.

Prefeito Sílvio Mendes assina decreto que revoga cobrança do IPTU

O prefeito de Teresina, Sílvio Mendes , assinou nessa terça-feira (03) decreto nº 28.628/2026, que torna sem efeito a Portaria nº 30/2026 e do Edital nº 04/2026, relacionados ao lançamento do IPTU e da COSISP referentes ao exercício de 2026. A medida já havia sido anunciada nessa terça e foi adotada após repercussão negativa do aumento da cobrança.

Segundo o decreto, a revogação tem como objetivo promover ajustes normativos e garantir a observância dos princípios da razoabilidade, proporcionalidade, segurança jurídica e capacidade contributiva.

Sem anúncio no momento

Ajustes na cobrança

De acordo com o texto, a Secretaria Municipal de Finanças ficará responsável por adotar as providências necessárias para a execução do decreto. Além disso, o município terá o prazo de até 30 dias para realizar uma análise técnica e normativa visando ao aperfeiçoamento da aplicação da nova PGV.

Divergências na Câmara de Teresina

O novo texto, no entanto, já nasce em meio a divergências. Vereadores discutem a intenção do prefeito de tramitar a matéria em regime de urgência, mecanismo que permite votação acelerada nas comissões e no plenário, mas reduz o tempo de debate.

Petrus defende que a discussão seja ampliada com a realização de audiências públicas. “Foi suspenso o pagamento e, então, tem que ser em regime de urgência. Mas a Câmara aprovou em 2024. Não houve polêmica na época, mas quando o boleto chegou, dois anos depois, as pessoas sentiram o impacto. Vamos fazer esse debate e levar para a sociedade”, afirmou.