Uma vistoria realizada pelo Conselho Municipal de Saúde de Teresina revelou problemas estruturais, falta de insumos e dificuldades no atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) dos bairros Promorar e Renascença. A fiscalização ocorreu nessa quarta-feira (15) e atendeu a uma solicitação do Ministério Público do Estado do Piauí.

Durante as visitas, foram identificadas situações consideradas críticas, especialmente no que diz respeito à estrutura física das unidades e às condições de trabalho dos profissionais.

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Fiscalização nas UPAs do Promorar e do Renascença

Segundo a presidente do Sindicato dos Servidores da Saúde Pública do Piauí (Sindespi), Geane Sousa, a UPA do Renascença apresenta um cenário mais preocupante. Na sua avaliação, a Prefeitura de Teresina, gerida pelo prefeito Sílvio Mendes (União Brasil), não está se esforçando para sanar as falhas.

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UPAs com problemas estruturais

“Constatamos muitas irregularidades. Na UPA do Renascença um estado de calamidade, falta de condições de trabalho. Estão tentando fazer uma reforma, e apesar da gestão atual gestão estar tentando resolver, a dificuldade é que a própria prefeitura não está se esforçando. Eles têm projeto, fizeram solicitações, mas falta a prefeitura liberar esses projetos e começarem essas reformas. Também tem um o problema de falta de água, e por isso existe até um contrato com um carro pipa para abastecer, porque há dificuldade de a água subir para as caixas”, relatou Geane Sousa.

Também foram observados problemas na acessibilidade, presença de infiltrações e mofo, além de espaços inadequados para repouso de profissionais. No campo dos recursos humanos, a fiscalização apontou déficit de profissionais, com escalas sendo supridas por plantões extras e acúmulo de jornadas.

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Banheiros quebrados

Outro ponto levantado diz respeito à oferta de insumos e medicamentos, com episódios persistentes de desabastecimento. A situação impacta diretamente o atendimento, que também enfrenta entraves na regulação de pacientes. Segundo o Conselho, há demora na transferência para outras unidades de saúde, o que compromete a continuidade do tratamento e sobrecarrega as UPAs.

Sem anúncio no momento

Outro lado

O GP1 procurou o prefeito Sílvio Mendes, que não se pronunciou. Já a Fundação Municipal de Saúde (FMS) encaminhou nota informando que está em andamento um processo licitatório para reforma das duas unidades. Em relação à UPA do Renascença, o órgão afirma que não existe contrato com carro-pipa para abastecer a unidade, e que essa situação foi pontual.

Leia a nota na íntegra:

A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que está em andamento o processo de licitação para reforma de unidades hospitalares, incluindo a UPA Promorar e UPA Renascença, aguardando a formalização dos contratos para início das obras.

Nas UPAs Renascença e Promorar já foram realizadas pequenas reformas e melhorias graduais, assegurando o funcionamento dos serviços.

Quanto ao fornecimento de medicamentos, foram adotadas medidas corretivas, incluindo requisição administrativa, licitações regulares e aquisições emergenciais para normalizar o abastecimento.

Esclarecermos ainda que não procede a informação de que a UPA Renascença esteja em estado de calamidade. Em relação à falta d’água, informamos que a unidade não possui contrato com carro-pipa como foi dito; em casos de falta de água na região, a Águas de Teresina realiza o enchimento das caixas d’água, garantindo a continuidade do atendimento.

A equipe técnica da FMS segue mobilizada para superar desafios e fortalecer a rede hospitalar do município.