Um laudo de confronto balístico confirmou que uma das armas apreendidas com os suspeitos presos em operação do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa ( DHPP ), em 16 de abril, foi utilizada para matar o motorista de aplicativo Francisco Alan Marques da Silva , vítima de latrocínio em Altos. Trata-se de uma pistola PT100, calibre .40, pertencente à Polícia Militar do Maranhão. A informação foi confirmada ao GP1 pelo delegado Francisco Costa, conhecido como Barêtta .
Três homens estão presos temporariamente por envolvimento no crime: Luiz Bezerra Neto , apontado como principal suspeito, além de Weslley Fernandes Pereira e Matheus Silva Caland . Inicialmente, a investigação buscava apenas Luiz Neto, mas os outros dois foram detidos em flagrante ao serem encontrados com ele, portando três pistolas e joias.
Prova técnica reforçou investigação
Segundo o delegado Barêtta, o exame pericial foi decisivo para ligar diretamente os suspeitos ao assassinato. Duas armas, uma PT100 calibre .40, pertencente a um policial militar lotado em Presidente Dutra, e uma PT 24/7, calibre .40, passaram por exames de microcomparação balística e de teste de eficiência.
“Foi feito o confronto balístico com o projétil retirado do corpo da vítima. Uma das armas apreendidas durante a operação foi a utilizada para tirar a vida do rapaz. Hoje nós não temos só a convicção, nós temos a certeza da participação deles”, afirmou Barêtta.
A perícia comparou o projétil encontrado no corpo da vítima com as armas apreendidas durante a operação policial, confirmando a compatibilidade.
DHPP vai oficiar comando do 18º BPM de Presidente Dutra
O diretor do DHPP ressaltou que diante o resultado do exame no armamento vai oficiar o comando do 18º Batalhão da Polícia Militar do Maranhão, para o envio da cópia do Boletim de Ocorrência, bem como mais informações sobre as circunstâncias do extravio da arma de fogo, a fim de consubstanciar as investigações e identificar outros possíveis crimes os quais a mesma arma de fogo possa ter sido utilizada.
Dinâmica do crime contra motorista de aplicativo
As investigações apontam que, após o latrocínio, os suspeitos circularam com o carro da vítima por diferentes cidades, como Campo Maior e Piripiri, onde teriam cometido outros assaltos.
De acordo com o delegado, a apuração permitiu reconstruir toda a sequência criminosa. “Foi possível fazer uma linha do tempo desde o momento em que eles se apoderaram do carro, cometeram o crime e seguiram praticando outros roubos. Tudo ficou encadeado dentro da investigação”, destacou.
Inquérito em fase final
Apesar da confirmação pericial, o inquérito policial ainda não foi concluído. A Polícia Civil segue reunindo elementos para finalizar o relatório e encaminhar o caso à Justiça. Barêtta ressaltou a importância do trabalho investigativo no esclarecimento do crime. “A investigação é uma arte. É preciso ter sensibilidade e tirocínio para conseguir chegar à verdade dos fatos.No crime de latrocínio, a investigação está demonstrando de forma precisa o encadeamento temporal e causal dos fatos, evidenciando que a violência foi empregada diretamente contra a vítima e em razão dela. O procedimento está devidamente instruído com provas testemunhais e materiais, configurando um verdadeiro “exame de corpo de delito” da conduta criminosa de cada um dos envolvidos. As apurações indicam ainda que os suspeitos faziam do crime um meio de vida, o que reforça a gravidade das ações e o grau de envolvimento no latrocínio.Por isso mantemos a máxima de que o DHPP investiga para prender e não prende para investigar, garantindo a legalidade e a consistência das provas reunidas", finalizou Barêtta.
O caso segue sob responsabilidade do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).