O empresário Junno Pinheiro Campos Sousa foi pronunciado pela Justiça e irá a júri popular, acusado de homicídio doloso pela morte do arquiteto João Vitor Oliveira Campos Sousa. O acidente ocorreu na madrugada de 1º de julho de 2019, na Avenida Raul Lopes, em Teresina. A sentença de pronúncia foi proferida pelo juiz Muccio Miguel Meira, da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri, nessa quarta-feira (30).
Segundo a denúncia, Junno dirigia um Audi TTRS modificado sob efeito de álcool e em velocidade estimada em 211 km/h quando perdeu o controle do veículo e capotou, atingindo uma banca de revistas. João Vitor, que era passageiro do carro, morreu no local. O magistrado apontou dolo eventual, sustentando que o empresário assumiu o risco ao conduzir um veículo de alta performance, modificado para maior aceleração e com o airbag do passageiro desativado.
Testemunhas relataram que o Audi e uma BMW M4 trafegavam em altíssima velocidade e realizavam manobras perigosas momentos antes do acidente. Depoimentos e mensagens de celular também indicaram que Junno havia ingerido grande quantidade de álcool ao longo da noite.
A vítima, um arquiteto de 23 anos, tentava deixar o evento em que estava com o acusado, segundo depoimento da namorada. Ela relatou preocupação com o estado de embriaguez de Junno horas antes da colisão.
O corréu Walber Anderson Portela Mendonça, apontado como possível condutor da BMW, foi impronunciado por falta de provas. A Justiça também reconheceu a prescrição do crime de fuga do local do acidente atribuído a ele.
O caso seguirá agora para julgamento pelo Tribunal do Júri, que decidirá se Junno agiu com dolo eventual ou culpa consciente.