Candidatos aprovados no concurso público para a Guarda Civil Municipal de Barra D’Alcântara, realizado em 2023, ainda não foram nomeados para assumirem os cargos. O GP1 foi procurado por um grupo de aprovados nesta quinta-feira (14), que relataram os sacrifícios e prejuízos financeiros enquanto aguardam nomeação.

O concurso, regido pelo Edital N° 001/2023, foi realizado pelo Instituto Consulpam e previa vagas para diversos cargos na administração do Município de Barra D’Alcântara. Para a Guarda Municipal, foram destinadas 10 vagas. Sendo cinco imediatas e cinco para cadastro de reserva.

Foto: Lucas Dias/GP1
Guarda Civil Municipal

Segundo um dos aprovados, a Prefeitura de Barra D’Alcântara, gerida pelo prefeito Mardônio Soares (MDB), encaminhou os 10 classificados para o curso de formação em 2025 na Academia de Polícia Civil do Piauí (Acadepol), em Teresina, sem qualquer ajuda de custo.

“Nosso curso de formação foi baseado em luta, eram cinco vagas imediatas e cinco de cadastro de reserva, e o prefeito mandou todos de uma vez, ou ia, ou ficava eliminado. Tivemos que sair dos nossos empregos e ir para Teresina. A gente não recebeu uma bolsa, foram três meses de bastante ensino na Acadepol, e não recebemos nem um real do prefeito. Dez pais de família passando necessidade em Teresina, pedindo dinheiro emprestado, tentando fazer tudo para sobreviver lá, andando a pé vários quilômetros, e a gente conseguiu concluir com êxito máximo o curso de formação, todos foram impecáveis”, afirmou um dos classificados, que pediu para não ser identificado.

Prefeitura diz não ter recursos

Ainda conforme o relato, o prefeito Mardonio Soares diz que o município não dispõe de recursos no momento para convocar e nomear os guardas municipais. “No começo do ano, tentamos acordo com o prefeito. Ele se sentiu pressionado, disse que não ia convocar, que ia fazer no tempo dele, que tinha quatro anos para nos nomear. Ele fala que não tem recursos para nomear”, completou o aprovado no concurso.

Outro lado

Procurado por nossa reportagem, o prefeito Mardônio Soares afirmou que os aprovados serão nomeados no prazo legal previsto em edital, que é de dois anos ou quatro anos, caso o certame seja prorrogado.

Sem anúncio no momento
Foto: Reprodução/Redes sociais
Prefeito Mardônio Soares

“O edital diz que a prefeitura tem a obrigação de chamar no prazo de dois a quatro anos, então, vamos convocar no prazo, conforme a necessidade do município e o poder de pagamento. Eu já convoquei cinco professores desse concurso, porque temos recursos para pagar”, declarou o gestor.