A Câmara Municipal de Teresina aprovou, nesta quarta-feira (10), um requerimento solicitando ao Governo do Estado a reabertura do pronto-socorro do Hospital Getúlio Vargas (HGV), localizado no Centro da capital. A proposta é de autoria do vereador Pedro Alcântara (Progressistas) e contou com apoio da maioria dos parlamentares presentes. Apenas os vereadores João Pereira e Dudu, ambos do PT, votaram contra o pedido.

O autor da proposta, vereador Pedro Alcântara, afirmou que o fechamento do pronto-socorro do Hospital Getúlio Vargas (HGV) contribuiu para a sobrecarga enfrentada atualmente pelo Hospital de Urgência de Teresina (HUT), que recebe pacientes de várias cidades do Piauí e até de estados vizinhos.

Foto: Divulgação/ Ascom
HGV

“Quando o HUT foi inaugurado, o pronto-socorro do Getúlio Vargas foi fechado. O resultado é que o HUT passou a concentrar toda essa demanda. A reabertura do pronto-socorro do HGV ajudaria a atender pacientes do interior e desafogaria o hospital municipal”, declarou o vereador.

O requerimento será encaminhado ao governador Rafael Fonteles e ao secretário estadual de Saúde, Dirceu Campelo. No documento, a Câmara solicita a reativação do pronto-socorro da unidade hospitalar, com regulação prioritária para pacientes vindos do interior do estado.

Alcântara também criticou os repasses destinados ao HUT e afirmou que a Prefeitura de Teresina acaba assumindo a maior parte dos custos da unidade hospitalar. Segundo ele, o hospital municipal atende pacientes de todo o Piauí, além de cidades do Maranhão e Tocantins. “Sabe quanto ele repassa para o HUT? Pasmem, R$ 900 mil. O Governo Federal não passa nada. O HUT é sufocado por Teresina, pelo Piauí e pela demanda que vem do Maranhão e até do Tocantins”, afirmou o parlamentar.

Na justificativa do requerimento, o vereador destacou ainda que aproximadamente 27% dos pacientes atendidos no HUT não residem em Teresina. Entre os internados, esse percentual chega a cerca de 39%. O documento aponta também que a unidade possui custo operacional superior a R$ 20 milhões por mês e enfrenta um déficit financeiro estimado no mesmo valor.

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