O GP1 recebeu, na manhã desta quinta-feira (18), denúncia de um paciente, que preferiu não se identificar, relatando a superlotação, a demora no atendimento e as condições precárias da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Satélite, localizada na zona leste de Teresina.
Segundo o denunciante, ele precisou procurar a unidade no último domingo (14) e encontrou um cenário preocupante. De acordo com o relato, além da longa espera por atendimento, os pacientes enfrentam uma estrutura precária, como portas danificadas, forro quebrado e fiação exposta. "Além da demora no atendimento e da superlotação frequentemente enfrentadas pelos usuários, é preocupante o estado de conservação do ambiente da unidade. As instalações apresentam condições precárias e degradadas, transmitindo sensação de abandono e falta de manutenção adequada", afirmou o paciente.
O denunciante encaminhou ao GP1 imagens que mostram a sala de medicação da UPA completamente lotada, praticamente sem espaço entre os pacientes deitados nas macas, evidenciando a alta demanda enfrentada pela UPA.
“Trata-se de um local que deveria oferecer conforto, segurança e dignidade aos pacientes, especialmente àqueles que se encontram em situação de vulnerabilidade devido a problemas de saúde”, finalizou o paciente.
Outro lado
Procurada pelo GP1, a assessoria de comunicação da Fundação Municipal de Saúde (FMS) emitiu nota informando que a UPA passou por diversas melhorias na atual gestão e, sobre a superlotação, destacou que o cenário atual está associado ao período de maior incidência dos casos de viroses, dengue e síndromes gripais.
Confira a nota na íntegra
A Prefeitura de Teresina, por meio da Fundação Municipal de Saúde (FMS), informa que a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Satélite passou por diversas melhorias estruturais na atual gestão, apresentando hoje um cenário totalmente diferente daquele encontrado em janeiro de 2025. A imagem divulgada do teto refere-se, na verdade, a um serviço de manutenção corretiva em andamento. As manutenções periódicas e o planejamento contínuo têm garantido avanços significativos nos espaços de atendimento, com foco em oferecer mais conforto, segurança e acolhimento tanto para os usuários quanto para os profissionais de saúde.
Em relação ao aumento da demanda, a FMS esclarece que o cenário atual está associado ao período de maior incidência de viroses, dengue e síndromes gripais, típicas da sazonalidade. Ainda assim, todos os pacientes estão sendo atendidos, sem que nenhum usuário fique sem assistência.
É importante destacar que cerca de 70% dos atendimentos realizados nas UPAs correspondem a casos de baixa complexidade, que poderiam ser resolvidos nas 91 Unidades Básicas de Saúde (UBS) disponíveis na capital.