O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias (PT), afirmou nesta sexta-feira (26) que a senadora Teresa Leitão (PT-PE) reúne experiência e condições para desempenhar um bom trabalho como nova líder do Governo Lula no Senado Federal. A declaração foi dada durante entrevista à imprensa, ao comentar a mudança na liderança governista após a saída do senador Jaques Wagner (PT-BA).
Segundo Wellington Dias, a escolha de Teresa Leitão foi acertada por levar em consideração a experiência política da parlamentar e sua atuação anterior na liderança do Partido dos Trabalhadores no Senado. "Gostei da escolha. Nós estamos falando da senadora que não é candidata, tem mandato até 2030, já tinha a experiência, já tinha a experiência de ter sido líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, bem relacionada e foi uma situação conjuntural", declarou o ministro.
A senadora Teresa Leitão foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como a nova líder do Governo no Senado Federal na quinta-feira (25), após Jaques Wagner deixar o cargo na quarta-feira (24). A mudança ocorreu em meio às investigações da Polícia Federal relacionadas ao caso do Banco Master.
Investigado pela PF, Jaques Wagner recebeu apoio de Wellington Dias
Apesar da substituição na liderança, Wellington Dias saiu em defesa de Jaques Wagner e afirmou confiar nos esclarecimentos apresentados pelo senador, que nega qualquer irregularidade. "O senador Jaques Wagner queria ficar mais à vontade para a sua defesa e é claro, eu estou bastante confiante pelos primeiros dados que ele apresentou, que ele encara de maneira direta de que não há da parte dele nenhum envolvimento com o caso do Banco Master ou qualquer coisa ruim no país", afirmou.
Jaques Wagner passou a ser alvo de pressão nos bastidores do Palácio do Planalto após ser incluído em uma nova fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de fraudes envolvendo o Banco Master. De acordo com a PF, existem indícios de que o senador teria recebido benefícios econômicos, direta ou indiretamente, em troca de atuação favorável à instituição financeira no Senado. O parlamentar nega as acusações e afirma que irá colaborar com as investigações.
Com colaboração do repórter Neile Castelo Branco