O juiz Manfredo Braga Filho , da Central de Inquéritos do Tribunal de Justiça do Piauí (TJPI), converteu nesta sexta-feira (17) a prisão temporária do trader Douglas Fonseca , proprietário da DF Group , em prisão preventiva. A decisão foi proferida horas depois, em que a defesa obteve um habeas corpus concedido pela desembargadora Maria do Rosário de Fátima Martins para revogar a prisão temporária. Com a nova determinação judicial, Douglas permaneceu preso.
Na decisão, o magistrado atendeu ao pedido do Ministério Público e entendeu que a prisão preventiva era necessária para garantir a ordem pública. Antes que o alvará de soltura decorrente do habeas corpus fosse cumprido, foi expedido o novo mandado de prisão, impedindo que o investigado deixasse a unidade prisional.
Investigação da Polícia Civil
Conforme as investigações da Polícia Civil, Douglas Fonseca é apontado como líder de uma organização criminosa que atuava de forma estruturada na prática de fraudes eletrônicas. Segundo o inquérito, o grupo utilizava mecanismos para ocultar e dissimular a origem dos valores obtidos de forma ilícita. O levantamento policial indica que, somente em Teresina, pelo menos 70 pessoas foram vítimas do suposto esquema.
Operação
A operação contra o grupo foi deflagrada no dia 10 de julho e resultou no cumprimento de mandados de prisão, de busca e apreensão, além do bloqueio de contas bancárias e da apreensão de veículos. A Justiça também determinou a suspensão das atividades da DF Group, empresa sediada na zona Leste de Teresina e apontada nas investigações como parte da estrutura utilizada pelo grupo.
Além de Douglas Fonseca, foram presos Ícaro Teixeira de Sousa, Milena Alves Torres, Viviane Alves da Silva, gerente da DF Group, Eduardo Lima de Sousa, Jaquenilson Alvino de Sousa Abreu, Janda Maira de Sousa Silva, Caio Guilherme Campelo, Caio Fonseca Araújo e Vitória Gabriel Conceição Fonseca Araújo. Todos são investigados por suposta participação na organização criminosa.
Durante as investigações, o delegado Matheus Zanatta informou que a Justiça encontrou apenas R$ 38,00 na conta bancária de Douglas Fonseca. Nas contas vinculadas à DF Group, foram localizados aproximadamente R$ 5 mil. Os valores identificados durante o bloqueio judicial contrastam com o padrão de vida exibido pelo trader nas redes sociais, onde eram publicadas imagens de viagens, veículos e outros bens de alto valor.