Técnicos do Ministério da Saúde estão em Teresina para realizar uma auditoria no Hospital São Marcos e assim avaliar as contas da instituição. Nesta segunda-feira (20), representantes da pasta estiveram reunidos com equipe da Fundação Municipal da Saúde (FMS) e da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (SESAPI), a fim de tratar sobre os repasses financeiros realizados ao hospital, que no dia 3 de julho suspendeu os atendimentos a novos pacientes oncológicos pelo SUS sob o argumento de escassez de recursos.
A reunião entre os representantes da FMS, Sesapi e Ministério da Saúde teve o objetivo de trazer soluções para garantir a continuidade dos serviços prestados a pessoas com câncer pelo Hospital São Marcos, que é referência no tratamento oncológico no Piauí. Com isso, foram tratados os financiamentos necessários para a unidade de saúde, ocasião em que a presidente da FMS, Leopoldina Cipriano, defendeu maior participação do Governo do Estado e da União nos aportes para o hospital.
O levantamento divulgado pela pasta é que o custeio médio mensal destinado ao hospital é de R$ 6.250.977,67 (seis milhões, duzentos e cinquenta mil, novecentos e setenta e sete reais reais e sessenta e sete centavos). Desse valor, a Fundação Municipal de Saúde destina R$ 3,5 milhões, enquanto a União contribui com R$ 1.589.158,02 (um milhão, quinhentos e oitenta e nove mil e cento e cinquenta e oito reais e dois centavos), e o Estado do Piauí com R$ 900 mil.
“É fundamental que o Ministério da Saúde incremente o Teto MAC (média e alta complexidade) de Teresina e institua incentivo específico para a oncologia, como já ocorre em outros estados. Também é necessário que o Estado do Piauí amplie sua contribuição para fortalecer a assistência oncológica”, declarou Leopoldina Cipriano.
Diretor do Hospital São Marcos cobra aumento de R$ 50 milhões no repasse anual
O diretor técnico do Hospital São Marcos, Marcelo Martins, declarou em coletiva de imprensa realizada no dia 6 de julho que a entidade necessita de um incremento de R$ 50 milhões anuais no repasse do Sistema Único de Saúde (SUS). Ele apresentou o panorama atual da instituição, revelando que o hospital enfrenta um problema financeiro.
A reivindicação foi feita a partir de relatório apresentado pela empresa Planisa, especializada em consultoria hospitalar. Nesse sentido, a direção do São Marcos requer do poder público aportes financeiros emergenciais imediatos, assim como a recomposição definitiva por meio de novo contrato no valor adicional de R$ 4,2 milhões, que totaliza R$ 50,4 milhões por ano.