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Amarante - Piauí

Processo contra Gutemberg Isaac está parado há mais de um ano

O ex-secretário é acusado de concussão e corrupção passiva, crimes sujeitos a punição de até 12 anos de cadeia.

  • Foto: DivulgaçãoGutemberg Isaac Gutemberg Isaac

A ação penal ajuizada pelo Ministério Público em face do ex-secretário de finanças do município de Amarante, Gutemberg Isaac Soares Teixeira, irmão do ex-prefeito interino Diego Teixeira, acusado de concussão e corrupção passiva, crimes sujeitos a punição de até 12 anos de cadeia, está parada desde 02 de fevereiro de 2015, ou seja, há mais de um ano e seis meses. A última movimentação no processo, diz respeito a uma carta precatória enviada a Teresina para que fossem ouvidas as testemunhas arroladas pela acusação.

Entenda o caso

O ex-secretário de finanças do município de Amarante, Gutemberg Isaac Soares Teixeira, foi denunciado pelo Ministério Público à Justiça acusado de ter exigido do empresário Edilson Divino Nogueira Parente o valor de R$ 15.000 (quinze mil reais), para que liberasse o pagamento pelos serviços prestados para o município na limpeza pública. O empresário procurou a Polícia Civil e denunciou os fatos, disse o empresário que era credor da prefeitura e o então secretário exigiu, em 03 de junho de 2014, o pagamento de R$ 15.000 (quinze mil reais), caso contrário “os valores não seriam pagos”.

Edilson procurou, ainda, o promotor de Justiça Afonso Aroldo Feitosa Araújo que pediu apoio a Polícia Civil em Teresina. No dia 05 de junho a autoridade policial colocou um dispositivo de gravação em forma de botão na camisa do empresário para documentar em vídeo o “acerto exigido”. Na ocasião o empresário foi à repartição e o secretário chamou a vítima até o banheiro da sala de licitação e mostrou um papel que estava escrito “LEIA E NÃO REPITA. O ACORDO É OS R$ 15.000,00 E PRONTO, FALTA A SUA...NAS MÃOS DO MEU PAI E CONFIRMO O OUTRO PG, ME DEVOLVA O...”.

O então secretário de finanças apresentava a exigência, de acordo com empresário, sempre de forma escrita no papel, nunca verbalmente, “pois temia que sua conduta fosse gravada”. No mesmo dia, à tarde, Edilson Divino foi até o comércio do pai do secretário e disse ao senhor Dedé Teixeira que iria entregar uma quantia em dinheiro que deveria ser repassado para o secretário Gutemberg. No entanto ao tomar conhecimento que o dinheiro seria para liberar o pagamento de serviços prestados pelo empresário o senhor Dedé Teixeira se negou a receber.

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