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Teresina - Piauí

Juíza nega recurso do capitão Allisson Wattson contra Júri Popular

A decisão da juíza de direito Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, é desta quinta-feira (19).

A juíza de direito Maria Zilnar Coutinho Leal, da 2ª Vara do Tribunal Popular do Júri da Comarca de Teresina, negou embargos de declaração interpostos pelo capitão da Polícia Militar do Piauí, Allisson Wattson da Silva Nascimento, contra a sentença que determinou que ele vá a Júri Popular pelo assassinato da namorada Camilla Abreu. A decisão é desta quinta-feira (19).

A defesa do oficial sustentou que a sentença é omissa por não ter consignado no relatório a tese defensiva sustentada na resposta à denúncia, não ter analisado a impossibilidade de subsistência das qualificadoras do motivo fútil e do feminicídio e o não enfrentamento da matéria de fato e de direito atinente aos crimes conexos.

  • Foto: Instagram/Allisson WattsonAllisson WattsonAllisson Wattson

O Ministério Público do Estado apresentou contrarrazões aos embargos, pedindo o improvimento dos mesmos por entender que a decisão embargada não padece de qualquer omissão.

Na decisão, a juíza destacou que “tenho que os embargos não merecem acolhimento, eis que inocorrentes na espécie, os vícios constantes do artigo 382, do Código de Processo Penal (ambiguidade, obscuridade, contradição ou omissão)”.

Relembre o caso

A estudante de direito, Camilla Abreu, desapareceu no dia 26 de outubro. Ela foi vista pela última vez em um bar no bairro Morada do Sol, na zona leste de Teresina, acompanhada do namorado e capitão da PM, Allisson Wattson. Após o desaparecimento, o capitão ficou incomunicável durante dois dias, retornando apenas na sexta-feira (27) e afirmou não saber do paradeiro da jovem.

  • Foto: Facebook/Camilla AbreuCamilla AbreuCamilla Abreu

A Delegacia de Homicídios, coordenada pelo delegado Barêtta, assumiu as investigações. O capitão foi visto em um posto de lavagem às margens do Rio Parnaíba, a fim de lavar seu carro sujo de sangue. Allisson disse ao lavador de carros que o sangue era decorrente de pessoas acidentadas que ele havia socorrido.

Na tentativa de ocultar as provas do crime, o capitão trocou o estofado do veículo e tentou vendê-lo na cidade de Campo Maior, mas não conseguiu pelo forte cheiro de sangue que permanecia no carro.

Durante investigação, a polícia quis periciar o carro, mas Allisson disse ter vendido o veículo, mas não lembrava para quem. No dia 31 de outubro, o delegado Francisco Costa, o Barêtta, confirmou a morte da jovem. Já na parte da tarde, Allisson foi preso e indicou onde estava o corpo da estudante.

Na manhã de 1º de novembro, o corpo da estudante foi enterrado sob forte comoção no cemitério São Judas Tadeu. Laudo cadavérico da estudante Camilla Abreu concluiu que a jovem foi arrastada antes de morrer.

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